NDCC “MATTOSO MAIA” FOI MANOBRADO PARA A BASE NAVAL DO RIO DE JANEIRO

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O Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) G28 “Mattoso Maia” foi visto sendo movimentado do seu berço de atracação no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), localizado na Ilha das Cobras para a Base Naval do Rio de Janeiro, em Niterói, no dia 30 de julho.

A movimentação trouxe a esperança que o navio, que encontra-se em um longuíssimo período de manutenção que já chega a seis anos, estivesse de volta ao serviço ativo da armada. Mas infelizmente, era alarme falso. O Comando da Esquadra atendendo a nossa solicitação informou:

O Navio de Desembarque de Carros de Combate “Mattoso Maia” realizou a referida movimentação em julho, em caráter estritamente administrativo, no entanto, permanece em Período de Manutenção Geral e de Revitalização.”



A manutenção vem sendo acompanhada por nós, através das edições das portarias da MB no Diário Oficial da União (DOU). Nesses documentos, a manutenção aparece denominada às vezes como “Revitalização”, outras vezes como “Período de Manutenção Geral (PMG). O último desses documentos, datado de 26/07/2019, teve por objeto o pagamento a Empresa Gerencial de projetos Navais (EMGEPROM) do Gerenciamento de Projeto Executivo (GPE), nas áreas da Engenharia Naval, no valor de R$ 1.298.640,00.

Um rebocador inicia as manobras de desatracação

O Mattoso Maia é subordinado ao Comando do 1º Esquadrão de Apoio (ComEsqdAp-1) e é considerado de alto valor, principalmente agora que a esquadra não dispõe de muitos navios que operem a contento os AAV7, veículos de procedência estadunidense, conhecidos no Brasil pelo termo adaptado de Carros Lagarta Anfíbios (CLAnfs). Faz-se necessário informar que no último ano recebemos mais CLAnfs dos excedentes da Marinha dos Estados Unidos, que somados com aos atuais formam um inventário de 59 carros. Há poucas semanas, foi divulgado em outra mídia a possível baixa de outro NDCC, o “Garcia D’Ávilla”.

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D a t a s:
Batimento de Quilha: 29 de setembro de 1968
Lançamento: 12 de julho de 1969
Incorporação (USN): 8 de agosto de 1970 como USS Cayuga – LST 1186
Baixa (USN): 29 de julho de 1994
Incorporação (MB): 3 de novembro de 1994

C a r a c t e r í s t i c a s:

Deslocamento: 4.975 ton (padrão), 8.576 (carregado).
Dimensões:
Comprimento: 171.05 m
Boca: 21.21
Calado máximo: 5.24 m
Propulsão: Diesel; 6 motores diesel ALCO 16-251, gerando 16.500 hp, acoplados a 2 eixos com hélices de passo controlável. É equipado também com Bow Thrusters de 800 hp.
Energia Elétrica: 3 geradores diesel de 750 Kw.
Combustível: 1.750 toneladas.
Velocidade: máxima de 22 nós.
Raio de Ação: 14.250 milhas náuticas à 14 nós.
Armamento: 1 metralhadora CIWS Vulcan-Phalanx Mk 15 de 20 mm (1×6), e 4 metralhadoras Browing .50 pol. (12,7 mm).

Informações técnicas colhidas no site: Navios de Guerra brasileiros

Lembramos também que a última grande aquisição da MB de um meio anfíbio foi o suigeneris, Porta-Helicópteros PHM G140 “Atlântico”, navio que apesar de ter trazido excepcional incremento a aviação aeronaval, não contribuiu para a projeção anfíbia dos meios citados.

Abaixo, imagens do NDCC Mattoso Maia na Operação atlântico II, em julho de 2010, sua última grande comissão. O navio pôde mostrar todo a sua versatilidade em operações aéreas, lançamento e recolhimento de CLAnfs, operações com EDs e finalmente, a realização da “abicagem” na praia de Itaóca, no litoral do Espírito Santo.

Por Graan Barros

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