O CAÇA SUKHOI-57 ESTÁ SENDO EMPREGADO NA UCRÂNIA, AFIRMA MÍDIA RUSSA

Nesse último final de semana veio a tona pela mídia russa TASS, que o caça de 5ª geração SU-57 estaria sendo empregado em missões contra alvos na Ucrânia, mas seriam missões stand-off, ou seja, quando o caça realiza ataques contra avos no solo, mas fora do alcance de baterias antiaéreas do inimigo, no caso: Ucrânia, o que daria total segurança aos caças russos.

O emprego de munições que possam atingir alvos de alcance estratégico está nesse momento, protegendo ainda mais o caça russo SU-57 que já possui furtividade radar. Essa proteção do caça de 5ª geração porém, é uma faca de dois gumes. Pois se a Rússia tentar proteger o seu caça de ser detectado nos céus da Ucrânia, poêm-se em dúvida a suas caraterísticas (Stealth) ou furtivas. Por outro lado, se o expôr no campo de batalha pode ser que por algum azar ou armadilha planejada em conjunto com os Estados Unidos ele possa ser mesmo abatido em plena guerra na Ucrânia, o que seria uma tragédia para sua reputação e mercado que por enquanto, parece ter um país que mostrou interesse público pelo SU-57.

De qualquer forma ficamos com a análise do nosso especialista em temas aéreos, Fabiano Brum sobre os caças de 5ª geração, abre aspas: “Eu tenho muitas ressalvas com esses caças, pois nenhum deles até agora mostrou ao que veio.” Concordamos plenamente, e nos faz lembrar do nosso FX-2 que no final escolheu o Gripen E como caça da FAB. Alguns dos concorrentes afirmavam que os seus caças tinham experiência em combate, mas somente ataques ao solo, sem travar combate direto contra outros caças.

O que o F-22 Raptor dos Estados Unidos, que foi concebido para ser empregado unicamente pela Força Aérea daquele país fez em combates? Nada! Somente, são desdobrados vez por outra a Ásia ou Europa para cobrir eventuais ameaças pontuais. Lembramos que no Conflito Sírio, houve um encontro entre o F-22 e o SU-35 e muito se especulou sobre qual seria o desfecho de um combate eles, já que combateriam ao alcance visual um do outro e não arena BVR, Beyond Visual Range ou Além do Alcance Visual para qual o F-22 foi projetado.

O conflito parece não estar chegando ao fim, e a Rússia está colocando no campo de batalha armamentos novos, como armas laser, o seu carro de combate de apoio, Terminator entre outros, tudo isso para se contrapôr a guerra por procuração dos Estados Unidos e OTAN que vem a cada dia com o envio de armamentos prolongando a guerra.

Lembramos que vez por outra aparece uma notícia plantada para desacreditar algum armamento. Foi o caso da ìndia, onde um comandante afirmou que ele e seus comandados viam perfeitamente os caças furtivos J-20 da China em seus radares. Ora! Ele esqueceu que os J-20 treinavam com o emprego de um dispositivo chamado de Lente de Luneburg, que aumenta a reflexão radar da aeronave, tornando o J-20 uma aeronave de 4ª geração. Isso em treinamento. Em guerra é outra coisa!

Por Graan Barros

Você pode gostar...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.