SILÊNCIO INTERNACIONAL SOBRE AS ATROCIDADES DA COALIZÃO LIDERADA PELA ARÁBIA SAUDITA NO IÊMEN

TEERÃ (Tasnim) – Os crimes cometidos pela coalizão liderada pela Arábia Saudita contra o povo iemenita “não ficarão impunes”, disse o Conselho Político Supremo do país árabe, condenando o silêncio internacional sobre as atrocidades.

De acordo com a rede de televisão libanesa al-Mayadeen, o conselho disse em um comunicado na sexta-feira que “aqueles que estão em silêncio sobre os massacres” devem “engolir suas línguas quando os gritos da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos (EAU) estiverem em ascenção”, em uma aparente referência aos Estados Unidos e ao regime israelense.

De acordo com o comunicado, o ataque às redes de telecomunicações significa que a coalizão pretende “cometer mais crimes longe da mídia”. Referindo-se aos membros da coalizão como “ferramentas sujas dos sionistas e dos americanos”, o conselho declarou: “Apesar de seus crimes, vocês falharão como antes”. A declaração enfatizou que o exército iemenita e os combatentes aliados de comitês populares “responderão com força a todos os agressores”.

Também na sexta-feira, multidões de iemenitas tomaram as ruas da capital Sana’a e outras cidades para condenar o bombardeio da coalizão de Sa’ada e Hudaydah. Setenta civis foram mortas e quase 140 ficaram feridas em um ataque que teve como alvo um centro de detenção em Sa’ada no início do dia. E na quinta-feira, o prédio de telecomunicações em Hudaydah foi atingido.

A Arábia Saudita e vários de seus aliados regionais – incluindo os Emirados Árabes Unidos – lançaram uma guerra brutal contra o Iêmen em março de 2015. A guerra foi lançada para eliminar o movimento Ansarullah do Iêmen e reinstalar o ex-presidente Abd Rabbuh Mansour Hadi, um forte aliado de Riad. Mas a campanha, acompanhada por um cerco apertado, não conseguiu atingir seus objetivos, embora tenha matado centenas de milhares de iemenitas.

A ONU se refere à situação no Iêmen como a pior crise humanitária do mundo. A guerra também afetou fortemente a infraestrutura do país, destruindo hospitais, escolas e fábricas.

Fonte: Tasnim

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