FAB NEGA QUE TENHA LEVADO OLAVO DE CARVALHO DE VOLTA AOS EUA

Olavo de Carvalho viajou para os EUA no dia 13 de novembro. Foi um retorno cheio de mistérios, como tudo o que cercou sua temporada de quatro meses no Brasil — em que ficou hospitalizado praticamente todo o tempo.

Mas um desses mistérios está desfeito: Olavo não voltou para Virgínia (EUA) nas asas da FAB como especulou-se à larga ontem nas redes sociais, numa série de relatos que viralizaram ontem. Até agora, o assunto é um dos mais comentados no Twitter.

Quem garante é a própria FAB, que qualifica os “comentários” de “levianos” e “irresponsáveis”.

Diz um trecho de uma nota oficial do Comando da Aeronáutica:

– A instituição reitera que não transportou qualquer passagem, incluindo o Sr. Olavo de Carvalho, no trecho em questão. A FAB repudia e não aceita a suposição de que teria participado de algum transporte de passageiro de maneira irregular ou oculta.

Eis a íntegra da nota oficial:

“Sobre os comentários levianos e irresponsáveis relativos a um voo de aeronave da FAB para os Estados Unidos, no dia 13 de novembro, que têm circulado nas redes sociais, a Instituição reitera que não transportou qualquer passageiro, incluindo o Sr. Olavo de Carvalho, no trecho em questão. Apenas os tripulantes que cumpriam a missão estavam a bordo. A FAB repudia e não aceita a suposição de que teria participado de algum transporte de passageiro de maneira irregular ou oculta. Todos os atos da Instituição são balizados pela observância às leis e sob a ótica da transparência. A divulgação de inverdades, sem a devida apuração, deve ser combatida, por contribuir para a desinformação da sociedade. A FAB reitera que cumpre o estabelecido pelo Decreto n° 10.267, de 5 de março de 2020, que dispõe sobre o transporte aéreo de autoridades em aeronaves do Comando da Aeronáutica. Ao contrário do que tem sido mencionado sobre o transporte no dia 11 de novembro, a FAB não requisitou sigilo algum aos voos designados para o transporte de Ministros de Estado com intuito de omitir a visualização em sites de monitoramento, que é perceptível mediante a presença, nas aeronaves, do equipamento ADS-B (Automatic Dependent Surveillance – ou, em português, Sistema de Vigilância Aérea Automático). Embora as missões dos dias 11 de novembro para São Paulo e 13 de novembro para os Estados Unidos tenham feito uso da aeronave com registro FAB 2582, não há qualquer relação de planejamento entre as duas missões, sendo totalmente incoerente concluir que foi realizado em forma de outros proveitos. Sobre o planejamento da missão de forma geral, o pouso no aeroporto Mac Arthur em Long Island foi o primeiro realizado nos EUA e programado por motivo de restrição de pátio no aeroporto JFK, que por ser um local de grande movimentação, as autoridades americanas solicitam que o tempo de permanência no solo de aeronaves que não operam regularmente naquela localidade seja de, no máximo, 2 horas, o que inviabilizaria o trajeto direto a este aeroporto. O pouso em Long Island foi então considerado pelo fato de já ser um local comumente utilizado como base de suporte pela FAB em viagens para Nova York e que o aeroporto está apenas a 32 milhas náuticas, que equivalem a aproximadamente 59 quilômetros e cerca de 10 minutos do destino. Somou-se ainda à decisão do pouso no aeroporto Mac Arthur o fato de possibilitar todo o processo de imigração dos tripulantes e também de não ter passageiros a bordo da aeronave. A Instituição permanece diuturnamente à disposição da sociedade brasileira, trabalhando para ser uma Força Aérea de grande capacidade dissuasória, operacionalmente moderna e atuando de forma integrada para a defesa dos interesses nacionais. Com o labor ininterrupto de seus militares e civis, atuando de forma transparente, permanece sendo uma das mais respeitadas Instituições do País.”

Fonte: O Globo

LAURO JARDIM 21 DE NOVEMBRO DE 2021

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.