ESPANHA NÃO AUTORIZA ENTRADA DE NAVIOS MILTARES RUSSOS EM PORTO DE CEUTA

O Ministério das Relações Exteriores da Espanha não autorizou a escala de dois navios militares russos no porto de Ceuta, na costa do Norte da África, conforme a mídia espanhola.

A Rússia solicitou permissão para o navio antissubmarino Vitse-Admiral Kulakov e o rebocador Altai entrarem no porto de Ceuta de 18 a 20 de agosto, segundo o jornal El País.

O Ministério da Defesa não via obstáculos para autorizar a escala, mas a chancelaria espanhola perguntou a Moscou qual o destino dos navios. Sem ter resposta, a chancelaria rejeitou o pedido da Rússia.
O jornal sugere que o Ministério das Relações Exteriores queria evitar desta maneira qualquer conflito ligado à rota dos navios russos.

A mídia destaca o caráter político de tal decisão de Madrid, que organizará a cúpula da OTAN nos primeiros meses de 2022.

A chancelaria da Espanha informou que os documentos sobre o destino dos navios militares da Rússia não foram entregues. Não houve rejeição do pedido de escala, trata-se de a documentação necessária não ter sido fornecida.

Por sua vez, a embaixada da Rússia na Espanha refutou as declarações de que o lado russo não forneceu os documentos necessários para a escala dos navios em Ceuta.

“Quanto à escala planejada dos navios militares russos Vitse-Admiral Kulakov e Altai no porto espanhol de Ceuta, informamos que à solicitação da embaixada de autorização para tal possibilidade, o Ministério das Relações Exteriores da Espanha informou que para uma decisão positiva desta solicitação seria preciso apresentar dados sobre o local aonde se dirigiriam os navios após a escala no porto espanhol de Ceuta. A informação necessária foi entregue prontamente”, disse a embaixada à Sputnik.

No início de 2017, a Espanha não autorizou a entrada em Ceuta do grupo do porta-aviões russo Admiral Kuznetsov, que se dirigia para a Síria.

Nessa ocasião, segundo o Ministério da Defesa da Rússia, a Espanha deixou claro que a entrada de navios russos em Ceuta não é recomendável ante a pressão dos EUA e OTAN.

Fonte: Sputnik Brasil

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