NAVIOS IRANIANOS MAKRAN E SAHAND DEVEM PARTICIPAR DO DIA DA MARINHA RUSSA

O grande navio base móvel Makran e a fragata Sahand da Marinha do Irã devem participar do desfile naval “Dia da Marinha Russa” promovido anualmente em São Petersbugo. A festividade é comemorada sempre no último domingo de julho e começou longínquo ano de 1696, mas em 1980, durante o período soviético, foi cancelado. O restabelecimento do desfile foi obra do presidente Vladimir Putin. O dia é considerado um feriado e homenageia os marinheiros e os navios de guerra e nesse ano especificamente, o 325 anos da fundação da frota regular da Rússia.

Além da sua marinha, logicamente, aliados da Rússia são convidados para participar do desfile naval, entre eles as Marinha do Paquistão, da Índia e a Marinha do Irã, que desta vez enviou dois de seus novos navios de guerra que aliás, que desde o início da “derrota” enfrentam além da longa viagem de treinamento, outros desafios. Os dois navios suspenderam do Irã e contornaram o continente africano sem atracar em nenhum país amigo. E enfrentaram as agressivas águas dos Oceanos Índico e Atlântico, principalmente, no sul do continente.

Havia uma suspeita iniciada pelos Estados Unidos, que além do treinamento a viagem incluía a entrega de lanchas rápidas para a Venezuela. A entrega não ocorreu por motivos não divulgados. Mas nem a entrega do material foi divulgado em algum momento, nem pela Venezuela nem pelo Irã. Legalmente, o Irã não está mais sobre embargo da ONU e a exportação de material bélico para o aliado sul-americano seria permitido. Porém, as exportações irritariam o governo americano que crê que é dono das águas do Atlântico Sul.

Durante essa semana, foram divulgadas fotos dos dois navios navegando próximos a águas britânicas e dinamarquesas e exibindo as ferrugens provocadas pela longa e naturalmente danosa viagem, que provoca a qualquer navio que enfrente as intempéries do mar e, principalmente, sem atracar em nenhum porto por mais de dois meses. Mas há outros resultados, muito positivos até: criará uma tripulação bem adestrada e corajosa. Há também o interesse de Teerã em provar que o navio pode permanecer no mar, se for necessário, por três anos sem precisar reabastecer.

Para alguns, essas ferrugens serão motivos para denegrir os estaleiros iranianos, mas servirá na verdade para provar as dificuldades desse tipo de viagem e a capacidade destrutiva da água salgada do oceano. Observem o navio LHD americano USS Wasp na Baía da Guanabara no Rio de Janeiro, depois de chegar do Japão em 2017. O casco demostra por onde navegou o Wasp, mas os detratores também estavam de plantão na época do nosso registro afirmando que o navio foi mal construído.

Por Graan Barros

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