YASIN: IRÃ LANÇA NOVA BOMBA GUIADA DURANTE O EXERCÍCIO VELAYAT

A indústria de defesa do Irã vive em eterna pressão para modernizar os armamentos de defesa com os poucos recursos disponíveis no orçamento do país e até o mês de outubro o país sofria com um embargo, agora derrubado. Mas para contornar essas dificuldades focou em itens bem específicos e dissuasórios como o desenvolvimento de mísseis balísticos.

Nesse seguimento, o Irã alcançou o invejável inventário de pelos menos 5.000 unidades que podem ser classificados em curto e médio alcance. Mísseis de cruzeiro e mísseis para combate entre aeronaves também foram desenvolvidos para os seus caças, que na maioria dos casos, estão defasados tecnologicamente, mas com modernizações feitas no próprio país.

Alguns desses armamentos desenvolvidos para a Força Aérea da República Islâmica do Irã já foram apresentados em 2019, e agora foram postos a prova nos exercício batizado de “Fada’eeyan-e Harim-e Velayat” na Base Aérea Shahid Babayi Isfahan. Nele, foi lançada pela primeira vez em exercício operacional a bomba guiada “Yasin”com kit JDAM (Munição de Ataque Direto Conjunta) a partir de um caça F-4 Phantom. Com um alcance efetivo de 50 km a “Yasin” pode ser empregada, inclusive, em missões de Supressão de Defesas Antiaéreas Inimigas (SEAD).

Recentemente, produzimos um vídeo sobre a inclusão do Kit de guiamento para bombas desenvolvido pela empresa brasileira Mectron na lista de “Produtos Estratégicos de Defesa”. (ver matéria aqui). O kit “Akauã” permite que “bombas para fins gerais” Mark.82 e futuramente Mark.84 possam atingir alvos, dependendo da altitude do lançamento e velocidade, que estejam entre 16 e 28 km.

O fabricante afirma que a integração com as aeronaves do inventário das Forças Armadas brasileiras, (AF-1 B/C, A-1M e F-5M) é mais simples do que de concorrentes estrangeiros. São armamentos importantes e que permitem o Brasil fugir da importação de países de 1º mundo. Entretanto, o desenvolvimento aqui no Brasil é demasiadamente longo e o resultado final, em alguns casos, é ainda inferior ao do armamento estrangeiro. Basta comparar ao alcance da Akauã da Mectron com a da Yasin iraniana.

O mesmo acontece com o míssil antinavio subsônico “ManSup”, se comparando com qualquer míssil antinavio desenvolvido pela indústria do Irã. O ManSup, que terá um alcance entre 60-70 km, vai entrar no mercado para concorrer com mísseis antinavio com alcance muito superior, chegando a 200 km e que desenvolvem velocidades supersônicas e até hipersônicas.

Por Graan Barros

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