CHINA CONCLUI O MAIOR ACORDO COMERCIAL DO MUNDO (E EXCLUI EUA)

China e outros 14 países da região do Pacífico asiático fecharam neste domingo, 15, o que é até agora o maior acordo comercial do mundo.

O acordo de livre comércio foi batizado de Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP na sigla em inglês). O bloco comercial abrange um mercado de 2,2 bilhões de pessoas e 26 trilhões de dólares, ou um terço do PIB global.

Participam países como Japão, Austrália e Nova Zelândia. O acordo é maior do que a aliança entre os países da União Europeia e que o USMCA, o “novo Nafta” entre os países da América do Norte (México, EUA e Canadá).

O objetivo do acordo é reduzir tarifas, fortalecer cadeias de suprimentos e a missão cada vez mais atual de implementar novas regras ao comércio eletrônico.

Ainda deve demorar anos para que a aliança altere amplamente o comércio global, e não necessariamente os impactos serão altos, já que parte dos países signatários já têm acordos bilaterais ou mesmo multilaterais entre si e com a China.

Mas a mensagem simbólica da assinatura já impacta o outro lado do Pacífico: a influência política dos EUA do outro lado do mundo e as empresas americanas podem estar entre os mais afetados caso uma ampla integração de fato aconteça na Ásia.

“A mensagem diplomática do RCEP talvez seja tão importante quanto a econômica — um golpe par

Isso porque o acordo é uma extensão do já existente ASEAN, acordo comercial entre 10 países asiáticos, como Indonésia, Tailândia, Filipinas, Vietãn e Singapura.

Essa aliança entre os países na órbita chinesa já estava precificada. Mas uma preocupação extra para os americanos é o fato de que o acordo agora inclui não só os tradicionais aliados chineses, mas países até então fora da órbita direta de influência da China e grandes parceiros americanos, como Austrália, Coreia do Sul, Nova Zelândia e Japão.

As negociações estavam acontecendo desde 2012, época em que os EUA também tentavam seu “mega acordo” com os países de sua órbita, o Tratado Transpacífico (o TPP), ainda no governo de Barack Obama. Com a chegada do presidente Donald Trump, os EUA deixaram o TPP de lado, o que virtualmente esvaziou o acordo. O TPP terminou virando CPTPP em 2018 com os 11 países restantes, mas sem a mesma importância.

Fonte: Exame

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