BRASIL E ESTADOS UNIDOS SÃO GOVERNADOS POR PRESIDENTES CRUÉIS, ARROGANTES E SEM MORAL

O Brasil e os Estados Unidos são guiados atualmente por homens cruéis, arrogantes e sem moral. Jair Bolsonaro e Trump, por acaso, afirmam ser amigos e compartilham as mesmas “visões de mundo”, geralmente, sobre supremacia racial branca, e soberania de alguns países sobre outros. Vejam, que ambos visitaram Jerusalém e ambos recusaram visitar o lado oriental da cidade que é chamada pelos palestinos e muçulmanos e geral de Al Quds. Procedendo assim, provaram ter uma clara preferência pelos judeus e por apoiar os crimes praticados por eles na tentativa criminosa de anexar terras que são habitadas pelos palestinos há mais de 1600 anos.

Ambos os presidentes, quando nos seus países afloraram manifestações populares contra os seus governos não tiveram o mínimo pudor de ameaçar os manifestantes com força militar. Trump falou que todas as opções estavam sobre a mesa para encerrar as manifestações contra o racismo estrutural e violência policial que eclodiram em todos os estados americanos com o assassinato do George Floyd, em Minessota, na semana passada. O que Trump não esperava era que as críticas viriam de todos os lados, inclusive, de membros do seu partido, o Republicano. Ex-membros do seu governo como, Jim Mattis (ex-secretário de defesa). Mattis afirmou que Trump é o primeiro presidente americano “que não tentou unir os americanos e nem mesmo fingiu tentar”.

A liderança episcopal da Igreja que fica ao lado da Casa Branca e também foi atingida pelos manifestantes, lamentou ver Trump se dirigir a frente da igreja somente para posar para fotos de propaganda com uma bíblia nas mãos ao invés de entrar para orar. Nas forças armadas também há muito descontentamento. O General John Allen afirmou que as afirmações de Trump sobre o uso das forças armadas contra a população é terrível e que Trump proporcional para os americanos “o pior dia para democracia dos Estados Unidos”. Outros militares acusarem de politizar as manifestações. Algo muito usado pelo governo militar de Jair Bolsonaro.

Aqui no Brasil, Bolsonaro tentou amedrontar os brasileiros para que não protestassem. Fez diversas tentativas de criar o “excludente de ilicitude”, uma ampliação do artigo 23 do Código Penal com o objetivo de permitir que o juiz possa “reduzir a pena até a metade ou deixar de aplicá-la se o excesso decorrer de escusável medo, surpresa ou violenta emoção.” Uma verdadeira licença para matar, já que seria sempre a alegação de quem cometeu excessos. Agora, até o vice-presidente Mourão parece ter saído da sua tradicional posição de moderador para condenar as manifestações anti-democráticas contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e Congresso Nacional, dois poderes que só existem em democracias.

Por Graan Barros

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