GRUPO “JUDEUS PELA DEMOCRACIA” IDENTIFICA BANDEIRA NEONAZISTA EM PASSEATA PRÓ GOVERNO BOLSONARO + HISTÓRICO NEONAZISTA NO GOVERNO BOLSONARO

Segundo o grupo Judeus pela Democracia, na manifestação realizada em 24 de maio em São Paulo, ostentava dizeres antidermocráticos e em um dos carros de som trazia uma bandeira do partido ultranacionalista ucraniano Pravyy Sektor, em português Steror da Direita e seu braço paramilitar Ukrayins’ka Povstans’ka Armiya, em portuguës: Exército Insurgente da Ucrânia (UPA). Ainda segundo o JPD, o Pravyi Sector usa do revisionismo p/ reescrever a história e sua participação direta na perseguição a Judeus, Poloneses e outras minorias na região.

Bandeira do grupo de extrema-direita ucraniano

No dia 28, o embaixador da Ucrânia no Brasil, Rostyslav Tronenko enviou uma agressiva carta a redação da revista Veja, veículo que também publicou a notícia, afirmando que “foi feita uma tentavia arbitrária e subjetiva de interpretar o significado dos símbolos históricos e estatais da Ucrânia” pela revista brasileira. Entretanto, é farto o material presente em jornais internacionais e agências de notícias como o Le Monde, Reuters, Welt, etc, que filiam o grupo a extrema direita neo fascista e racista. Alguns artigos publicados no próprio site oficial do Pravyy Sector demostram o extremismo do grupo, principalmente contra os negros. [1]

No espaço de menos de uma semana, um outro evento envolvendo os judeus do Brasil eo Ministro da Educação (sic) do governo Bolsonaro, Abraham Weintraub que comparou o inquérito das Fake News, em que ele e diversos políticos e empresários são acusados de espalhar fake news com uso de robôs, finaciamento de empresários e até dinheiro público, o que é considerado crime, com a noite dos cristais. A Confederação Israelita do Barasil (Conib) condenou com veemência a comparação:

“Não há comparação possível entre a Noite dos Cristais, perpetrada pelos nazistas em 1938, e as ações decorrentes de decisão judicial no inquérito do STF, que investiga fake news no Brasil. A Noite dos Cristais, realizada por forças paramilitares nazistas e seus simpatizantes, resultou na morte de centenas de judeus inocentes, na destruição de mais de 250 sinagogas, na depredação de milhares de estabelecimentos comerciais judaicos e no encarceramento e deportação a campos de concentração. As ações do inquérito, por sua vez, se dão dentro do ordenamento jurídico, assegurado o direito de defesa, ao qual as vítimas do nazismo não tinham acesso. A comparação feita pelo ministro Abraham Weintraub é, portanto, totalmente descabida e inoportuna, minimizando de forma inaceitável aqueles terríveis acontecimentos, início da marcha nazista que culminou na morte de 6 milhões de judeus, além de outras minorias.”

Em janeiro de 2020, foi a vez do então secretário especial da Cultura Roberto Alvim, que baseou seu pronunciamento em um discurso do ministro de propaganda e braço direito de Hitler, Joseph Goebbels. Alvim copiou até o posicionamento do cenário.

Líder da racista Ku Klux Klan elogia Bolsonaro antes da Eleição

O rosto mais conhecido do grupo racista Ku Klux Klan (KKK) nos Estados Unidos, o historiador americano David Duke fez um raro comentário sobre a política brasileira no programa de rádio que comanda.

“Ele soa como nós. E também é um candidato muito forte. É um nacionalista”, disse o ex-líder da KKK sobre Jair Bolsonaro, candidato à presidência pelo PSL.

David Duke (Ku Klux Klan)

“Ele é totalmente um descendente europeu. Ele se parece com qualquer homem branco nos EUA, em Portugal, Espanha ou Alemanha e França. E ele está falando sobre o desastre demográfico que existe no Brasil e a enorme criminalidade que existe ali, como por exemplo nos bairros negros do Rio de Janeiro”, afirmou Duke, que frequentemente classifica o prêmio Nobel da Paz sul-africano Nelson Mandela como um “terrorista”, em declaração que foi ao ar em um programa de rádio no dia 9. [1]

Desde a campanha, o governo Bolsonaro fez uso de temas nazistas

Curiosamente, o lema de campanha de Bolsonaro foi inspirado na canção “Deutschland über alles”, em português: Alemanha acima de Tudo, que foi o lema do partido nazista. Nossa, quanta coincidência!

Por Graan Barros

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