TOR, SISTEMA ANTIAÉREO QUE DERRUBOU AVIÃO NO IRÃ, JÁ ESTEVE NA MIRA DO EXÉRCITO BRASILEIRO

O sistema de defesa antiaéreo TOR-M1, que abateu acidentalmente um avião de passageiros da empresa Ukraine Air Lines no Irã, no dia 8 de janeiro, matando todos os seus passageiros, já foi cotado pelo Exército Brasileiro para fazer parte da defesa antiaérea brasileira na sua versão mais moderna, a M2E. A aquisição, que não foi concluída, ocorreu na mesma época em que o programa FX2 de aquisição de caças para a FAB começava.

Segundo Victor Magno Gomes Paula, em seu artigo “TOR-M2E para o Exército Brasileiro?”, uma comitiva da força esteve na Rússia para avaliar o sistema russo fabricado pela KBP, bem como representantes da empresa que gerencia exportações russas no mundo, a Rosoboronexport, também visitava o Brasil para promover e explicar o sistema para nossos militares.

O sistema de baixa-média altura TOR-M2E utiliza o míssil 9M333 “está entre os mais precisos antiaéreos do mundo”, afirma Paula. De fato, o TOR-M2E é sempre lembrado pelo seu bom desempenho. O fato de ter abatido uma aeronave de passageiros deve ser creditado apenas a erro humano. O mesmo pensamento foi compartilhado pelo conhecido especialista no assunto defesa Babak Tagavaee, recentemente, em sua conta oficial do Twitter.

A aquisição do TOR-M2E não vingou, talvez pelo fato do caça russo não ter avançado no FX2. Na época, o então ministro da defesa do Brasil, Nelson Jobem afirmou que a Rússia não tinha intenção de transferir tecnologia do caça.

Algumas especificações:

  • Alcance (km): 1 – 15
  • Altitude (km): 1–10
  • Velocidade máxima dos alvos a destruir (m/seg.): 700
  • Número de alvos engajados simultaneamente: 4
  • Tempo de reação (seg.): 4.2- 8
  • Intervalo mínimo entre os lançamentos (seg.): 2

Diversas empresas internacionais da Rússia, Israel e Suécia têm vindo ao Brasil para oferecer seus produtos, mas, infelizmente, nenhum sistema de defesa antiaérea de média altura foi escolhido pelo Exército Brasileiro para suprir essa importante lacuna da defesa do Brasil.

Por Graan Barros

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