IRÃ LANÇA DEZENAS DE MÍSSEIS BALÍSTICOS CONTRA BASES AMERICANAS NO IRAQUE

No momento exato em que ocorria a cerimônia de sepultamento do general Qassem Suleimani, na cidade de Qerman, por volta das 1:21 da manhã, o governo do Irã autorizou a Guarda Revolucionária do Irã a lançar duas ondas de ataques com mísseis balísticos Fateh 110 e Qiam 1 à bases americanas no Iraque.

Os mísseis atingiram as bases aéreas de Ain Al-Asad e de Erbil provocando vítimas e danos materiais ainda não divulgados. Diversos vídeos circularam na internet com o lançamento dos mísseis no Irã e seus impactos nas bases.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) emitiu a seguinte nota:

Aproximadamente às 17h30 (EST) de 7 de janeiro, o Irã lançou mais de uma dúzia de mísseis balísticos contra forças militares e de coalizão dos EUA no Iraque. É claro que esses mísseis foram lançados do Irã e tiveram como alvo pelo menos duas bases militares iraquianas que hospedam militares e coalizões dos EUA em Al-Assad e Irbil. […]

Durante a madrugada, prolifeferavam fake news como a de que caças F-35 israelenses haviam decolado para realizar ataques contra o Irã ou de que caças F-4 Phantom do Irã também haviam decolado para o combate.

Muito se discutiu sobre a precisão dos mísseis Qiam 1 e mais ainda a capacitade das bases americanas para abatê-los. O que se evidencia é que apenas um dos mísseis pode ter sido abatido, porém, o sistema utilizado C-RAM não seria capaz de abater mísseis balísticos. Simplesmente, ele não atende as especificações necessárias para isso, poisfoi idealizado para defesa de ponto.

No twitter abaixo, o momento do impacto de um dos mísseis e no vídeo seguinte o sistema C-RAM em ação.

Umas das provas utilizadas para afirmar que os mísseis falharam foram fotos do corpo de um míssil Qiam-1, entretanto, o míssil tem dois estágios, ou seja, quem atinje o alvo é a ogiva e não o míssil todo. Isso quando a cabeça de guerra não é do tipo cluster (submunições).

Corpo de um míssil balístico iraniana no deserto.

Por Graan Barros

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