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A FAKE NEWS DOS MÍSSEIS IRANIANOS NÃO DETONADOS

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Imaginem que no futuro o Exército Brasileiro precise disparar um míssil de cruzeiro tático AV-TM 300 em uma situação real de guerra através dos seus Sistemas de Foguetes e Mísseis “ASTROS 2020”. Depois do seu disparo, para iniciar a fase de voo de cruzeiro, o míssil alija o seu motor de aceleração que cai no solo. Certamente, o inimigo ou alguém que o encontrar, não conhecendo nada sobre o assunto, vai espalhar pela internet que o míssil brasileiro falhou e caiu antes de atingir o alvo.

Pois é, os mísseis de cruzeiro e balísticos, na maioria dos casos, possuem mais de um estágio. Depois do seu lançamento, seu corpo é alijado e cai em algum lugar bem distante do alvo. Esse foi o caso dos recentes disparos realizados pela Força de Mísseis do Irã contra bases americanas no Iraque. Para alguns incautos foi motivo de debate, e por que não, criar fake news nos seus canais do Youtube e Twitter.

O que atinge o alvo é a cabeça de guerra e o que aparece nas fotos é o corpo do míssil. Em alguns casos a cabeça de guerra do míssil sequer atinge o alvo diretamente, antes explode no ar. Existem diversos tipos de cabeça de guerra: ogiva de munição de fragmentação (cluster), fura bunker, com dispositivo de pulso eletromagnético para missões anti-radar, etc.



Os mísseis operados pelo Irã e que foram empregados no ataque às bases americanas no Iraque foram o “Fateh-313” e o “Qiam 1”. Ambos possuem estágio único, mas a cabeça de guerra se separa do corpo do míssil para iniciar a reentrada. Segundo o Irã, os mísseis são equipados com sistemas de interferência de radar que dificultam ainda mais a detecção e trackeamento.

Para fins de curiosidade, as ogivas de mísseis balísticos intercontinentais como as do americano Minuteman ou o russo Bulava, por exemplo, explodem a cerca de 1 km do alvo, com o objetivo de aumentar o poder de destruição.

Por Graan Barros

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