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EM ACORDO COM O IRÃ, JAPÃO ENVIARÁ NAVIOS PARA PROTEGER PETROLEIROS NO GOLFO PÉRSICO

  • Classe de destróieres japoneses Kongo, Atago e Akizuki

O Japão enviará cerca de 260 militares da Força de Autodefesa Marítima, um destróier e duas aeronaves de reconhecimento P-3C, para realizar coleta de informações e proteger seus petroleiros no Golfo de Omã, Mar da Arábia, Estreito de Bab el-Mandeb, Mar Vermelho e Golfo de Áden.

Porém, não se trata da participação em uma coalizão de países liderada pelos Estados Unidos para pressionar o Irã. A ação, que já foi autorizada pelo ministro da defesa japonês Taro Kono terá início no início de 2020 e se prolongará por um ano e tem o apoio do Irã. Na semana passada, primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe em visita ao Irã explicou o plano ao presidente iraniano Hassan Rouhani.

O Japão vem se aproximado do Irã há alguns anos e esse estreitamento de relações pode ser comprovada pelas constantes visitas entre seus diplomatas e autoridades. Durante uma visita em junho, ao líder da Revolução Islâmica, Ayatollah Seyed Ali Khamenei Abe afirmou:



“Não estamos fazendo diplomacia ou mediação, mas estamos fazendo esforços para a estabilidade da região. O Irã e o Japão têm muitas questões bilaterais em suas agendas.”

Divergências com os Estados Unidos em relação ao Irã

O fato que motivou o envio de navios de guerra ao Golfo Pérsico foi o ataque ao navio-tanque japonês “Sangyo Kokuka”. Na época, Estados Unidos, Israel e Arábia Saudita incriminaram o Irã pelo ataque utilizando minas, entretanto, a própria tripulação do petroleiro japonês contestou a versão dos Estados Unidos, de que a Guarda Revolucionária do Irã teria acoplado minas no casco do navio. Segundo o comandante e membros da tripulação, o ataque foi feito pelo ar.

Em maio de 2019, segundo o jornal “El País”, “outro país, desta vez um membro da OTAN demostrou discordar dos Estados Unidos em relação ao Irã. “A Espanha não quer ser arrastada involuntariamente para um conflito com o Irã. O ministro da Defesa, Margarita Robles ordenou a retirada temporária da fragata espanhola Mendez Nunez (F-104), com 215 marinheiros a bordo, o grupo de batalha liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln com a escalada da tensão entre Washington e Teerã.

No momento da retirada, a escalada de tensões havia aumentado muito e um conflito militar parecia inevitável.

ESPANHA RETIRA FRAGATA ‘MÉNDEZ NÚÑEZ’ DO GRUPO DE COMBATE DOS EUA NO GOLFO PÉRSICO

Por Graan Barros

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