EDUARDO BOLSONARO DESISTE DE SER EMBAIXADOR NOS ESTADOS UNIDOS E MAIS ALGUNS ASSUNTOS

  • Eduardo Bolsonaro em discurso de desistência do posto de embaixador do Brasil nos Estados Unidos
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O deputado federal Jair Bolsonaro durante pronunciamento na Câmara dos Deputados ontem, afirmou que deu preferência a ficar no país para levar adiante a pauta conservadora e liberal do governo do seu pai, Jair Bolsonaro. Mas há outros motivos mais importantes, e porque não verdadeiros para a desistência.

Na verdade, a fala de Eduardo Bolonaro já era esperada, pois o presidente Jair Bolsonaro, momentos antes de participar da cerimônia de coroação do imperador Naruhito, em Tóquio já sinalizava que a indicação do nome de Eduardo para assumir a embaixada do Brasil em Nova Iorque não seria levada adiante. Bolsonaro, inclusive, citou o nome do diplomata Nestor Foster para assumir a mais importante embaixada do Brasil no exterior.

O momento, entretanto, caiu como uma luva para o presidente Bolsonaro e seu filho Eduardo justificarem a retirada do nome, que desde o início sofreu forte oposição, tanto dos diplomatas do Itamaraty, instituição tradicional e que preza pela formação sólida de seus diplomatas, como pelo Senado Federal que já sinalizava que não iria aprovar o nome do deputado, justamente pelos mesmos motivos.



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Israel

Outro banho de água fria na diplomacia internacional do governo Bolsonaro veio de Israel, com a desistência de Benjamin Netanyahu de formar um novo governo. Netanyahu, na verdade, fracassou na tentativa de formar um governo. Nas últimas eleições, quando os nomes dos dois candidatos, Benny Gantz e Netanyahu empataram o presidente israelense Reuven Rivlin desempatou a disputa dando a chance de formar um novo governo ao ex-premier Netanyauhu que, porém, fracassou.

Argentina

A próxima derrota política deverá acontecer no domingo, com a vitória quase certa do candido de oposição ao presidente Maurício Macri, Alberto Fernández na Argentina. Com a volta de Kichnerismo ao poder, o presidente Bolsonaro terá que mudar o discurso agressivo e dialético entre direita e esquerda, pois o país sul-americano é membro do Mercosul e o terceiro maior parceiro econômico do Brasil, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

As derrotas de Bolsonaro só demostram a maneira equivocada do presidente governar o país, colocando a relações pessoais, de amizade e de família em primeiro lugar, ao invés do pragmatismo e das relações verdadeiramente diplomáticas.

Por Graan Barros

22.10.2019

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