RESPOSTA DA MARINHA SOBRE O TESTE DO 3ºPROTÓTIPO DO MANSUP

A Marinha do Brasil respondeu aos questionamentos do Estratégia Global Blog sobre o teste de lançamento do 3º protótipo do míssil antinavio MANSUP. Lembramos que no vídeo divulgado observamos que o alvo, um casco de um ex-rebocador, não foi impactado. Abaixo, reproduzimos a íntegra dos e-mails.

Prezados,

Após a divulgação do vídeo com as imagens do exercício de afundamento que envolveu um protótipo do míssil MANSUP e o ex-casco do Rebocador de Alto-Mar “Tritão”, surgiu a dúvida: houve falha no lançamento, já que o mesmo não impactou o alvo como em testes anteriores?

Agradeço a atenção,

Graan Barros

11/07/2019

“Não houve falha no lançamento do 3º protótipo do MANSUP. Para este lançamento, o objetivo principal era o de verificar o funcionamento da malha de controle e navegação do míssil, a partir do momento em que o autodiretor (seeker) detectasse o alvo e iniciasse o seu rastreio (tracking), passando as informações necessárias à malha de controle para o guiamento do míssil.

Nesse sentido, o resultado obteve êxito, pois foi possível observar, por meio dos dados de telemetria, que o seeker detectou o alvo, realizou o seu rastreio (tracking) e, ao fazê-lo, agiu conforme esperado, passando as informações de navegação, que culminaram com a alteração da trajetória do míssil na direção do alvo.

Há, por certo, ajustes a serem feitos, que só são perfeitamente conhecidos quando ocorrem os lançamentos. Diante do exposto, o lançamento foi de extrema relevância para o projeto e permitirá avançar, com segurança, para a próxima fase.

Destaca-se que o MANSUP será um míssil do tipo “fire and forget”, para emprego contra alvos na superfície do mar (navios ou similares), sendo utilizado nas instalações de tiro dos navios da Esquadra. O míssil está sendo desenvolvido pela Marinha do Brasil em parceria com as empresas nacionais Avibras, Siatt, Omnisys e Fundaçao Ezute.

Todo projeto contribui para a criação de empregos diretos e indiretos no setor da indústria de defesa, fomenta o desenvolvimento tecnológico da indústria nacional, garante a manutenção do Poder Naval e a soberania nacional, e ainda inclui o Brasil no seleto grupo de países produtores de mísseis.”

Atenciosamente,

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA

17/07/2019

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