PARECER DA FAB AFIRMA QUE ACORDO ENTRE EMBRAER E BOEING INVIABILIZA SETOR DE DEFESA DA EMPRESA BRASILEIRA

O site antagonista, formado por jornalistas egressos da conhecida revista semanal “Veja”, publicou recentemente um parecer da Força Aérea Brasileira (FAB) desfavorável ao acordo entre a americana Boeing e a brasileira Embraer.

O parecer questiona o interesse da Boeing pela Embraer que segundo a FAB, só trará vantagens para a empresa americana lhe entregando a tão necessária aeronave de 150 assentos que a levará ao topo do mercado nesse seguimento.

Na joint venture criada entre as duas empresas, outra desvantagem apontada: a Embraer ficará como acionista minoritária com apenas 20% das ações e não terá poder de decisão administrativa e social.

Mas o ponto mais grave do acordo está no setor de defesa que, com a nova estrutura, não receberia mais investimento do governo brasileiro em desenvolvimento e inovação, pois o setor comercial passará a pertence a Boeing.

Mesmo com a FAB apontando tantos pontos desfavoráveis que desaconselhavam o acordo, o negócio foi fechado com a as bençãos do Presidente da República, Jair Bolsonaro e do alto escalão da FAB.

Poucas vozes se levantaram contra esse negócio que poderá inviabilizar o desenvolvimento tecnológico de aeronaves de combate no Brasil. Somente o ex-candidato a presidência pelo PDT, Ciro Gomes comentou o acordo, qualificando de canalhice:

Eles venderam a Embraer por 5 bilhões de reais o valor equivalente ao que se pagou pelo Hotel Copacabana Palace. São uns canalhas! Isso é propina! Só se explica uma canalhice dessas por propina!

No momento, a Embraer produz o cargueiro KC-390 e está recebendo tecnologia transferida pela empresa sueca SAAB, para desenvolver o caça multifunção Gripen E/F.

Por Graan Barros

Veja excertos do parecer da FAB:

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