IRÃ, A MAIOR FORÇA DE MÍSSEIS DO GOLFO PÉRSICO

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IRÃ, A MAIOR FORÇA DE MÍSSEIS DO ORIENTE MÉDIO

Nos últimos anos, os governos do Irã têm injetado os parcos recursos do orçamento de defesa no desenvolvimento de mísseis, tornando-se a maior força da mísseis da região do Oriente Médio. Se o desenvolvimento de outros tipos de armamentos pode ser criticado pelos especialistas e às vezes até ridicularizado, como foi a apresentação do até o momento irreal caça furtivo “Qaher F313”, a produção de mísseis de cruzeiro e balísticos é sólida e chama a atenção.

Nessa semana, até o conhecido especialista em defesa (em especial antiaérea) e crítico ferrenho do governo do Irã, Babak Taghvaee reconheceu o poder do país na área de mísseis:



“O porta-aviões Abraham Lincoln e os navios que o escoltam são vulneráveis aos mísseis balísticos anti-radiação Khalije Fars e Hormuz da Guarda Revolucionária Iraniana, e por isso mesmo, o Grupo Tarefa nucleado no porta-aviões não estará dentro do Golfo Pérsico durante qualquer operação contra o regime islâmico.”

De fato, os mísseis balísticos são considerados o verdadeiro poder dissuasório do país. Alguns deles já foram testados em combate real, contra as posições terroristas na Síria. São mísseis de pequeno e médio alcance, mas que pelas pequenas distâncias da região do Oriente Médio podem atingir alvos dos principais inimigos do país persa, a saber: a ditadura da Arábia Saudita, Israel e os navios norte-americanos que acessam o canal de Suez.

Sabendo disso, os Estados Unidos (EUA) tentaram frear o bem sucedido programa de lançamento de satélites iranianos, sabendo que quem domina a construção de foguetes lançadores de satélites terá know how para desenvolver mísseis balísticos. Os EUA também buscam destruir o programa nuclear do Irã, que já é capaz de enriquecer urânio a 20%, um pouco além das necessidades de uso civil, mas bastante distante dos 80% necessários para construir uma ogiva nuclear. Também não há evidências de que os cientistas iranianos tenham a capacidade de miniaturizar uma ogiva para que possa ser usada como cabeça de guerra de um míssil balístico. Essa etapa é crucial.

Mesmo com os avanços citados as forças armadas do Irã e a Guarda Revolucionária terão que enfrentar, caso haja um guerra, a maior potência bélica que já existiu. Nessa semana, os EUA além de enviar o mencionado porta-aviões desdobraram um bombardeiro estratégico e sistemas antibalísticos para a região.

Khalij Fars “Persian Gulf” Míssil Balístico

Motor de combustível sólido (estágio único)

Faixa operacional: 300 km

Velocidade: Mach 3

Precisão (CEP): 8,50 m

Fateh-110 (Hormuz)

Anti-radiação

Alcance: 200-300 km

Por Graan Barros

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