SEMÂNTICA? EUA AGORA DEFINEM TERRITÓRIOS OCUPADOS POR ISRAEL COMO “CONTROLADOS”

Marcando uma grande mudança na terminologia, os EUA pararam de se referir a territórios-chave como “ocupados” por Israel no relatório anual de direitos humanos do Departamento de Estado.

Divergindo de uma política de décadas de caracterização das Colinas de Golã e Judéia e Samaria como “ocupadas” por Israel, o Departamento de Estado dos Estados Unidos começou a se referir aos territórios como sob “controle” israelense em seu relatório anual de direitos humanos, divulgado na quarta-feira.

A mudança chega em meio a comentários de legisladores norte-americanos como o senador Lindsey Graham expressando apoio ao reconhecimento da soberania israelense sobre as Colinas de Golan, que o Estado judeu capturou em 1967 durante a Guerra dos Seis Dias e anexou para todos os intentos e propósitos em 1981.



Graham visitou a área na segunda-feira e comentou: “O Golã não é contestado. Está nas mãos de Israel e sempre permanecerá nas mãos de Israel. Meu objetivo é tentar explicar isso para a administração de [Trump]”.

O relatório do Departamento de Estado também removeu as referências à “ocupação” de seções do relatório anual de direitos humanos que tratam da Judéia e Samaria e da Faixa de Gaza, das quais Israel se desligou completamente em 2005.

Com relação a se uma mudança de política havia ocorrido dentro do Departamento de Estado, um funcionário comentou: “A política sobre o status dos territórios não mudou”, acrescentando que o relatório se concentra em questões de direitos humanos, não em termos relacionados ao direito internacional.

O porta-voz do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, Nabil Abu Rudeineh, expressou descontentamento com a mudança na terminologia.

Enquanto isso, Washington anunciou recentemente que vai divulgar o plano de paz do presidente, “acordo do século”, algum tempo depois da eleição de 9 de abril de Israel.

Fonte: World Israel News

 

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