HAMAS CONSEGUE SATURAR DEFESA DE PONTO DO “IRON DOME” E ATINGIR ISRAEL

Pela primeira vez, a defesa de ponto de Israel de responsabilidade do sistema “Iron Dome”, não conseguiu abater todas as granadas de morteiro e foguetes Qassam, que foram lançadas pelo grupo Hamas contra Israel. Os artefatos passaram pela defesa, caindo em diversos pontos do país. Dos 300 (Avigador Lieberman falou em 500) foguetes lançados pelo Hamas, apenas 60 foram abatidos. O próprio Ministro da Defesa de Israel admitiu que a defesa não se mostrou satisfatória:

A resposta que demos a 500 foguetes não foi adequada nem suficiente. Do ponto de vista de segurança, tivemos que terminar em primeiro lugar a questão do sul. A fraqueza que revelamos se transmite para outras áreas. (Avigdor Lieberman)

Os membros do Hamas utilizaram a técnica de saturar o sistema de defesa de Israel com disparos de centenas de foguetes e morteiros simultâneos, impedindo assim, a interceptação de todos os alvos.

Em outra ocasião, no dia 26 de março desse ano, o Iron Dome foi ativado por engano, lançando dezenas de mísseis contra alvos inexistentes. Segundo o que se pôde apurar havia um exercício do Hamas acontecendo no momento, com tiros de diversos armamentos, mas não foi lançado nenhum foguete contra o território de Israel.  Um técnico em condição de anonimato chegou a informar que seria um problema de calibragem do sistema, que estava alto demais. (Ver vídeo, abaixo)

Cada míssil custa ao governo israelense até 96.000 dólares, ou seja, com o ataque do início da semana podem ter sido gastos US$ 28.800.000 mi (R$ 108.864.000) para abater foguetes obsoletos de fabricação caseira com custo de 800 dólares a unidade.

A Arábia Saudita, considerada hoje aliada de Israel, tem interesse de comprar o sistema, mas até o momento só passam de boatos, como o que ocorreu em setembro passado, quando o jornal saudita Al-Khaleej, deu a compra como certa.

Por Graan Barros

Obs.:  A técnica de saturação também pode ser empregada na aviação, nos chamados “voos de pacote”, quando o maior número de aeronaves de combate realiza um missão de ataque, buscando assim, saturar a defesa antiaérea do inimigo. A FAB utiza essa técnica nos seus exercícios. GSB

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