RÚSSIA TESTA O SISTEMA ANTI-MÍSSIL BALÍSTICO QUE PROTEGE MOSCOU

Os militares russos anunciaram testes bem-sucedidos de um novo míssil projetado para abater qualquer míssil disparado contra Moscou, saudando a arma como uma grande atualização de defesa.

A Rússia tem vários programas voltados para a modernização de seus sistemas de mísseis defensivos e ofensivos, já que o Kremlin continua a se afastar do material da era soviética. O Ministério da Defesa lançou um vídeo do lançamento, que ocorreu na série de testes em Sary Shagan no Cazaquistão.

O último lançamento pareceu verificar a prontidão de uma versão “modernizada” de um foguete para o atual sistema anti-míssil da Rússia, A-135. Os relatórios não revelaram o nome* do novo item ou de que forma supera os foguetes atuais, mas o vice-comandante do Air Gorce disse ao jornal militar Krasnava Zvezda que o sucesso do foguete foi um salto a frente na capacidade anterior.

“Suas características táticas e técnicas em relação ao alcance, precisão, prazo de uso, superam significativamente as armas de fogo que hoje existem em uso”, disse o coronel Andrey Prikhodko. “Não há dúvida de que este míssil anti-míssil, assim como todos os elementos da defesa anti-míssil que estão atualmente passando por modernização, serão capazes de desempenhar sua tarefa ao proporcionar uma defesa confiável de sua região”.

Uma defesa confiável poderia inclui abater os mísseis balísticos, acrescentou.

O sistema é a formidável para a linha de defesa em torno de Moscou – uma das cidades mais bem guardadas do mundo. A A-135 é uma atualização ativada na década de 1990 para substituir o sistema anti-míssil A-35 da era soviética. O A-135 destina-se a interceptar um ataque contra a capital russa, não apenas atingindo um míssil na entrada, mas potencialmente detonando uma explosão nuclear em uma área geral do céu.

Estatisticamente, tais táticas de defesa de mísseis representam uma chance muito maior de eliminar ameaças com menos foguetes anti-mísseis disparados, mas existem riscos significativos. Uma explosão de elevação maior, evitando um contato próximo com os residentes de Moscou, pode causar interferência eletromagnética com satélites ou fornecimento de energia. A cidade mais popular da Rússia está perpetuamente cercada por 68 mísseis nucleares, o que aumentaria exponencialmente o impacto de qualquer incêndio ou acidente.

Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos e a Rússia chegaram a um acordo de controle de armas para limitar o número de armas defensivas de cada lado, o que estimulou o investimento adicional em armas ofensivas. Pelo Anti-Ballistic Missile Treaty (ABM), ou em português, Tratado sobre Mísseis Antibalísticos de 1972, cada lado foi autorizado a manter um local de sua escolha. Ausente o nível de governo nacional centralizado e a densidade populacional de Moscou, Washington escolheu proteger seu formidável arsenal em uma base em Dakota do Norte antes de encerrar o programa em 1975. A Rússia manteve seu programa durante toda a Guerra Fria.

*Posteriormente a reportagem, o nome foi divulgado: PRS-1M

Fonte: Newsweek

Você pode gostar...