MAIS DEZ CARROS DE COMBATE “LEOPARD 2A4” TURCOS DESTRUÍDOS PELO ESTADO ISLÂMICO NA SÍRIA

  • Leopard 2a4 Turquia foto thepressproject.gr
    Foto: thepressproject.gr
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A Turquia iniciou em 2016 uma operação militar na Síria que envolveu os excelentes carros de combate (CC) de fabricação alemã, “leopardo 2A4” pertencentes ao 1º Batalhão da 2ª Brigada do país, além de CC do modelo M60. [1] A operação que foi batizada de “Bouclier de L’Euphrate” (Escudo do Eufrates) tinha por finalidade atacar as posições do Estado Islâmico na cidade de AL-Bab.

Apesar dos ótimos meios disponíveis, as forças turcas registraram dezenas de baixas do Leopard 2A4 e de outros blindados de infantaria. Não só o número de carros que foram destruídos chamou a atenção dos especialistas, mas o estado em que ficaram após o impacto do armamento anticarro usado pelos terroristas, quase sempre o Kornet de procedência russa.

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Em vários casos, com a explosão, a torre foi arremessada longe do carro. Outro ponto que mereceu análise foi a escolha precisa do ponto de impacto pelos combatentes do Estado Islâmico, que acertaram os pontos fracos do carro da Krauss-Maffei Wegmann, ou seja, atrás da torre.

A empresa alemã também é a fornecedora dos “Leopard 1A5” usados pelo Exército Brasileiro, comprados em número de 240 unidades. A diferença mais visível entre a versão usado no Brasil e essa usada pela Turquia é sem dúvida a blindagem. Em ambos os casos, os carros não possuem blindagem adicional de nenhum tempo.

O Leopard 1 A5 possui blindagem de 70mm na parte frontal e 35mm nas laterais, além de uma blindagem adicional espaçada de 5mm, contra munição de carga oca, nas laterais e na torre. O Leopard 2 A4 possui de 700 a 1000mm de blindagem na parte frontal, 200mm nas laterais, além de uma proteção adicional para o motorista, com cerca de 150mm. O aspecto proteção blindada é uma das grandes diferenças entre as versões comparadas, pois o 2 A4 possui cerca de dez vezes mais blindagem.”.[2]

Agora, o Exército da Turquia precisará rever suas táticas para combater o EI e providenciar melhorias nos seus carros de combate para evitar tantas perdas.

Por Graan Barros

[1]http://bmpd.livejournal.com/2387604.html

[2]Revista Ação de Choque / N°09 editada no Brasil pelo Centro de Instrução de Blindados “General Walter Pires” – Santa Maria/RS

 

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