O INCIDENTE ENVOLVENDO CAÇAS F-22 E AERONAVES SÍRIAS ATRAVÉS DA CNN

Dois caças F-22, durante patrulha ao longo de Hasakah na Síria, voaram a cerca de uma milha de duas aeronaves de ataque sírias Su-24 “encorajado-as” a deixar o espaço aéreo, informou um funcionário da Defesa dos EUA a CNN.

O encontro aconteceu um dia após outras duas aeronaves sírias terem atacado posições curdas, um aliado-chave dos EUA, forçando os grupos de operações especiais a se retirarem de sua posição no norte da Síria.

As aeronaves americanas fazem parte do grupo de“reforço” das patrulhas de combate aéreo na área que o Pentágono havia anunciado na sequência do ataque de quinta-feira.

Os pilotos dos F-22 Raptors tentaram se comunicar com as aeronaves sírias, mas não obtiveram resposta, acrescentou a autoridade norte-americana.

Os EUA haviam dito anteriormente a CNN que os militares haviam retirado as forças de operações especiais da sua posição no norte da Síria depois que os militares sírios começaram a bombardear nas proximidades, atacando posições curdas em torno da cidade de Hasakah.

O funcionário indicou que era um número relativamente pequeno de forças norte-americanas que se moviam em terra, mas não deixou claro quantos combatentes estão no norte da Síria. Não houve feridos americanos durante o bombardeio da Síria, de acordo com autoridades. Outra autoridade de defesa informou à CNN: “Se os sírios tentarem isso novamente, eles correrão o risco de perder uma aeronave.”

O ataque na área de Hasakah foi profundamente perturbador para os funcionários do Pentágono. Forças especiais dos EUA têm realizado treinamento e missões de assessoria com os elementos árabes e curdos das Forças Democráticas da Síria (SDF), o principal aliado dos EUA na região.

Quando o bombardeio começou, as forças da coalizão em terra tentaram chamar a aeronave síria em um canal de rádio comum, mas não houve resposta, de acordo com o porta-voz do Pentágono Capitão Jeff Davis.

Os americanos tentaram rapidamente contatar os russos em um canal previamente estabelecido para tentar determinar quem estava atirando. Davis disse que os russos asseguraram aos EUA que não era eles. Os EUA naquele momento deixaram claro aos russos que os EUA iriam “tomar todas as medidas necessárias” para defender as suas forças em solo.

Os EUA enviaram rapidamente caças para a área, mas quando as aeronaves norte-americanos chegaram, os sírios já estavam se retirando. Houve um total de dois aviões Su-24 síria atingir alvos curdos em quatro locais, disse o funcionário.

Davis chamou toda a situação de “muito incomum” e afirmou que o Pentágono foi “pressionado” em um momento em que as forças sírias se aproximaram muito das dos EUA, mesmo não sendo essa a intenção. Ele ressaltou que é bem conhecido que as forças americanas estão na área. Mas Davis disse que tinha havido “tensões” entre curdos e  enclaves sírios controlados na área nos dias anteriores ao bombardeio.

O Pentágono já aumentou patrulhas aéreas na região e pretende continuar, informou. Davis alertou o regime sírio sobre a tomada de ação semelhante no futuro. “Eles serão aconselhados a não interferir com as forças de coalizão ou com os nossos parceiros”.

Fonte: CNN

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