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O PETRÓLEO CONTINUA SENDO UMA PEÇA IMPORTANTE NO TABULEIRO ESTRATÉGICO MUNDIAL

A decisão da Arábia Saudita, país de maioria Sunita, de aumentar a produção do petróleo, provocando a queda do preço no mercado internacional sempre teve a intenção clara de arruinar as economias da Rússia, Irã (de maioria Xiita) e Venezuela que são muito dependentes da exportação dessa “Commoditie”. O plano idealizado a quatro mãos é bastante simples e beneficia Sauditas e Norte-Americanos.

O que a Arábia Saudita vem fazendo é algo parecido o “Preço predatório”, mas com uma maquiagem de “Lei da oferta e da procura”. A prática se verifica quando uma empresa, ou no caso um país, com bastante capital, reduz o preço de venda de seu produto abaixo do seu custo, incorrendo em perdas próprias em um curto período, mas objetivando eliminar rivais do mercado. Na década de 70 os maiores produtores de petróleo do mundo desencadearam uma crise, mas desta vez fazendo o preço subir.
Rússia

A Rússia, como não tem uma economia muito diversificada, mas dependente da extração de petróleo vê sua balança comercial cair. Nos últimos anos investiu pesadamente em infraestrutura de prospecção e defesa militar na região do Ártico. Porém, se o preço  do petróleo não voltar a subir os investimentos poderão se transformar em um grande prejuízo. Caso semelhante acontece com o Brasil que mesmo tendo aumentado consideravelmente a sua produção de petróleo, com os novos campos da Camada do Pré-sal, vê o faturamento seguir trajetória inversa, de queda.

Os problemas russos não ficam apenas na queda do valor do petróleo. Existe ainda uma ferida que ainda não foi totalmente cicatrizada. O fim do comunismo na União Soviética e sua transição para o Capitalismo poderia ter sido feito de forma controlada para evitar o efeito colateral da fragmentação do seu território. A inocência, falta de visão, ou mesmo falta de patriotismo do último governante da URSS, Mikhail Gorbachev, que para Ocidente foi um grande estadista, permitiu que diversas repúblicas soviéticas se separassem e depois fossem atraídas pelos interesses ocidentais.
Os interesses norte-americanos



Os Estados Unidos em um primeiro momento também foram prejudicados, pois viram as suas petrolíferas perderem valor de mercado na bolsa. Entretanto, a longo prazo planeja ser autossuficiente com a exploração doméstica do gás de xisto e assumir uma postura de menor beligerância no Oriente Médio. Por outro lado a menor atenção dada a região, fará com que Israel, seu principal aliado, se sinta menos prestigiado, mais desprotegido e isolado, optando por agir cada vez mais por conta própria nos embates com seus vizinhos.

A última peça a cair (nos planos do estrategistas norte americanos) será a da Venezuela de Maduro. Décadas atrás o país já foi um dos quintais dos norte americanos na América do Sul, e só conseguiu sair da sua esfera de influência quando Hugo Chavez assumiu o poder. Entretanto, a receita anti-americana do presidente Venezuelano trouxe mais problemas que benefícios. Uma gestão incompetente na economia contribuiu para o agravamento dos problemas venezuelanos. Caminho diferente, seguiu Lula no Brasil que sempre evitou o confronto direto, preferindo manter um tom conciliatório com Washington.
Graan Barros
 
 
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