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JE SUIS STUPIDE, J’AI VOTÉ HOLLANDE!

SEM POPULARIDADE, HOLLANDE APROVEITA O MOMENTO POLÍTICO
Saudado como uma esperança a esquerda, François Hollande se tornou rapidamente no governante mais impopular da história da França. Em setembro de 2014 o seu governo chegou a 13% de popularidade. A eleição de François Hollande representava um voto de insatisfação com os anos de governo de direita de Nicolás Sarkozy.
No governo Sarcozy o desemprego estava em ascenção e a diplomacia francesa respaldava as ações belicistas no Oriente Médio e Norte da África, principalmente quando as Forças Armadas francesas lideraram a derrubada do poder do seu antigo aliado, Muammar Kadhafi na Líbia. O resultado da derrubada do governo de Kadhafi não soluciou nada, apenas alijou a Líbia de uma liderança e jogou a população indefesa a mercé de diversos grupos tribais que até hoje se enfrentam para alcançar o poder em uma revolução sem precedentes.
Pessoas levam bandeiras rosas, azuis e brancas durante protesto contra o casamento gay neste domingo (2) (Foto: Benoit Tessier/Reuters)
“Manifestação para todos” Foto: Reuters
A esperança dos franceses foi votar na esquerda e o nome foi o de Hollande. Suas ações no governo, entretanto, não agradaram a maioria da população. Nas relações internacionais manteve a França no mesmo caminho que trilhava com seu antecessor.

Outro ponto bastante controverso foi a imposição de uma lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A população francesa se uniu contra. Católicos, Protestantes, grupos islâmicos e diversos outros realizaram a “Manifestação para todos” em Paris, Lyon e em diversas outras cidades, mas foram violentamente reprimidos pelo governo. Mesmo com tamanha demonstração de desaprovação por parte do povo a lei foi aprovada.

Hoje, Hollande deve ver a tragédia provocada pelo terrorismo como uma oportunidade única, de reverter a sua vertiginosa queda de popularidade. Momentos como esses podem ser muito favoráveis politicamente, já que evocam a unidade de uma nação, que no caso da francesa é muito fragmentada e marcada por um profundo e enraizado sentimento antissemita e xenófobo. Junte-se a isso o medo de um domínio do Islamismo no continente europeu. O pensamento não é equivocado, pois o Islamismo é em sua natureza Teocrático.
Graan Barros
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