GRIPEN E: REALIZADO PRIMEIRO VOO COM O SENSOR PASSIVO, IRST

 

Gripen E durante o teste com o IRST em 31.03.2014. Foto: SAAB modificada pelo Editor deste Blog.
A SAAB realizou com sucesso o primeiro voo do Gripen E com o novo sensor de IRST (InfraRed Search and Track). O IRST opera em modo passivo, sem revelar a própria posição da aeronave, podendo assim, detectar, rastrear e identificar todos os tipos de alvos a sua volta.
“Os resultados obtidos com o IRST na aeronave de teste Gripen foram considerados muitos bons. Foram detectados, rastreados e identificados vários alvos, mostrando que o sistema funciona como esperado. IRST é o novo sensor no Gripen, o que permite ao piloto varrer grandes distâncias e em várias direções”, disse o Diretor de voo da SAAB, Hans Einerth.
O objetivo do voo de teste foi verificar as funções do IRST e a integração com a aeronave Gripen E. O trabalho de integração desenvolvimento está progredindo de acordo com o cronograma.
IRST é um novo sensor localizado na parte frontal da aeronave. Ele não emite sinal e pode, sem revelar a própria posição da aeronave, em silêncio, detectar, rastrear e identificar todos os tipos de alvos e é muito útil contra alvos aéreos com baixo RCS (RADAR Cross Section), como aeronaves Stealth (furtivas). O sensor capta um amplo espectro de emissões IR (de calor) de outras aeronaves e de alvos de superfície no solo e no mar.
O Gripen E possui melhorias significativas de desempenho em comparação com as versões anteriores, incluindo um motor maispotente, maior autonomia, maior capacidade de carregar armas, RADAR AESA e aviônicos mais avançados. “Hoje, o Gripen é a espinha dorsal da defesa aérea de cinco nações”: Suécia, África do Sul, República Checa, Hungria e Tailândia. Além disso, a Empire Test Pilots School ( ETPS ) do Reino Unido usa o Gripen em seu programa de treinamento para pilotos.
A Saab atende ao mercado global com produtos, serviços e soluções que vão desde defesa militar a segurança civil, onde em líder mundial. A Saab mantém operações e funcionários em todos os continentes e constantemente desenvolve, adota e aperfeiçoa novas tecnologias para atender às necessidades dos seus clientes.

 

Fonte: SAAB
Graan Barros: Adaptação para o português do texto em inglês


Obs.:

SENSORES PASSIVOS E ATIVOS:

Basicamente existem duas categorias de sensores: os ativos e passivos. No primeiro caso, Sensores Ativos, podemos incluir o RADAR. Apesar de ser o modo mais comum de detectar um alvo, por ele ser ativo, fatalmente também revelará a presença da aeronave. Ou seja, o ideal mesmo seria operar em total silêncio eletrônico.

No segundo caso, Sensores Passivos, incluímos o RWR (RADAR Warning Receiver). Aqui, a aeronave simplesmente não usa o seu RADAR, chamado de silêncio RADAR, mas espera que o oponente o faça e revele a sua posição, que será detectada pelo RWR que é um receptor de radiofrequências. 

O IRST que foi testado pelo “Gripen E”, assunto da matéria, também trabalha dessa forma, só que detectando fontes de calor (IR). Para alguns, um revolução que permitirá uma aeronave de 4ª geração+++ (aeronaves modernizadas com sensores de 5ª geração) fazer frente a uma aeronave de 5ª geração. Para outros o IRST terá um alcance bastante restrito, sendo os RADARES AESA (de varredura eletrônica) muito mais eficazes para tal missão.

Graan Barros
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