DESDE A DÉCADA DE 1990 MARINHA DESENVOLVE TINTA QUE IMPEDE A DETECÇÃO POR RADAR

Pesquisadores do IPqM
O desenvolvimento de tecnologias de ponta, como a tecnologia de discrição de assinaturas (stealth technology), tem sido tema de programas governamentais na área de Defesa das grandes potências mundiais.
 
Os Materiais Absorvedores de Radiação Eletromagnética (MARE) ocupam uma posição de destaque nessa tecnologia por reduzirem a reflexão da radiação eletromagnética, sendo seu emprego primordial para a redução da assinatura radar de plataformas militares. A utilização dos MARE é baseada no recobrimento da superfície que se deseja ocultar com o material absorvedor, de modo que esse material dissipe a energia eletromagnética sob a forma de calor.
 
Desde a década de 90, o Grupo de Materiais do Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM) vem atuando na área de pesquisa e desenvolvimento de MARE.
 
Resultado significativo foi obtido, com a produção industrial, pela empresa Avibrás, de uma tinta anti-radar, cuja composição química foi especificada pelo IPqM. Em 5 de janeiro de 2000, foi realizado um teste na costa de Ponta Negra, no Rio de Janeiro, para avaliar a eficiência da tinta como MARE. Esse teste envolveu um helicóptero Super-Lynx (AH-11A) configurado com um radar Sea-Spray 3000 e o submarino Tapajó, que teve o seu periscópio revestido com a tinta.
 

 

O periscópio revestido não foi detectado pelo radar, enquanto o periscópio não revestido com essa tinta foi detectado a aproximadamente 6 milhas náuticas. Em 2007, os periscópios dos submarinos classe Tupi foram revestidos com essa tinta, aplicada pelo Centro de Armas da Marinha (CAM), segundo orientação técnica da Avibras. Em março de 2010, os pesquisadores do IPqM visitaram o CAM e comprovaram as características de estanqueidade desta tinta.
 
Fonte: Informativo do IPqM


Nota:

Desde 2000, todos os periscópios dos submarinos da Classe Tupi da Marinha do Brasil foram revestidos com a tinta anti-radar desenvolvida pelo IPqM.
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