PARA PROMOTORA DA ONU REBELDES SÍRIOS JÁ USARAM ARMAS QUÍMICAS CONTRA TROPAS DO GOVERNO

Antes de surgirem as denúncias sobre o suposto uso de armas químicas do governo de Bashar Al-Assad contra civis, havia suspeitas do uso dos mesmas armas pelos rebeldes sírios contra tropas do governo. Veja alguns trechos da entrevista da Promotora da ONU a Rádio Suiça e divulgadas no programa apresentado por Peter Dobbie da  BBC’s 24-hour international:
 
“De acordo com os testemunhos que temos reunido, os rebeldes usaram armas químicas, fazendo uso de gás sarin,” É o que afirma, del Ponte, ex-promotora de crimes de guerra em entrevista à rádio suíça na noite de domingo.
 
“Nós ainda temos que nos aprofundar nessa investigação, verificar e confirmar (os resultados) através de novos depoimentos de testemunhas, mas de acordo com o que nós estabelecemos até agora, são os adversários do regime que no momento estão usando gás sarin”, acrescentou.
 
Ela ressaltou que a comissão de inquérito da ONU sobre a Síria, que da qual ela faz parte, está longe de terminar a investigação.
 
Autoridades turcas estão realizando exames de sangue em sírios que fugiram dos combates para determinar se eles foram vítimas de armas químicas, informou outra fonte médica nesta segunda-feira.
 
“As amostras foram coletadas de pessoas feridas na Síria, que foram transportados até a Turquia”, disse a fonte sob condição de anonimato, acrescentando que os resultados ainda não são conhecidos.
 
Curriculo de Carla Del Ponte:
No decorrer de sua carreira a Promotra da ONU mirou o ex- presidente russo Boris Yeltsin por estar envolvido em um escândalo financeiro.
 
Congelou as contas bancárias da ex- primeira-ministra do Paquistão Benazir Bhutto.
 
Atuou no confisco de mais de US $ 100 milhões de Raul Salinas , irmão do presidente mexicano Carlos Salinas.
Em janeiro de 2002 , ela foi criticada por ter acusando o ex -presidente iugoslavo Vojislav Kostunica de ser cúmplice de crimes de guerra por ele ter se recusado a extraditar Milosevic.
 
Em 2003 , Del Ponte também foi criticada por autoridades ruandesas quando seu escritório em Haia, foi encarregado de julgar os crimes de guerra cometidos naquele país durante a década de 1990. O Procurador-Geral Gerald Gahima de Ruanda disse que as pessoas no seu país tiveram uma “forte indignação” pelo fato de que a investigação sobre a morte de mais de um milhão de pessoas ser feita por um procuradora de outro continente. O então, Secretário das Nações Unidas da época, Kofi Annan concordou e substituiu Del Ponte.
 
Fonte: BBC News

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