MUNIÇÃO FLECHA


O vídeo deve ser um excerto do programa Globo Repórter dos anos 80.

O vídeo é antigo, de 1986. De lá para cá foram desenvolvidas blindagens capazes de resistir ao impacto de munições como as “APDSFS”, conhecidas comumente como “flecha”. Por ser tratar de munição com elevada velocidade inicial, geradora consequentemente de elevada energia cinética que por si só, pelo calor provocado, poderia derreter a blindagem, a munição também é feita de material duríssimo: o carbono exaurido também conhecido por empobrecido.



O tipo de blindagem que “segura” esse tipo de munição são as chamadas blindagens reativas. Elas possuem várias camadas de proteção feitas com diversos materiais. A sua camada externa é formada por pastilhas de cerâmica que além da dureza têm a propriedade de fundirem-se apenas com temperaturas superiores a 2500 graus – no vídeo vemos que a temperatura atingiu os 1500 graus.

Esse tipo de blindagem não é utilizada em nenhum carro de combate atualmente em uso no Brasil. Utilizamos apenas os M-60 de procedência Estadunidense e os Leopard 1A5 da Krauss-Maffei Wegmann da alemanha, mas os nossos vizinhos venezuelanos através do seu Ejército Bolivariano adquiriram recentemente da Rússia vários carros de combate com esse tipo de proteção balística: o T-72M (abaixo).

Em tempo! As munições 105mm usadas em nossos carros de combate estão sendo nacionalizadas pela EMGEPRON e IMBEL, reduzindo assim, os gastos com esse tipo de material que pode custar R$ 4000,00 a unidade.


Fontes de Pesquisa:

Ejército Bolivariano (Venezuela)
Exército Brasileiro
Ribeiros, José Renato Andrade. Blindagens Balísticas de Veículos: Uma apresentação didática

Texto: Graan Barros




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1 Resultado

  1. Caro amigo, só uma pequena correção no texto: a blindagem reativa não segura a munição flecha, ela foi criada para fazer frente a munição explosiva (HE, HEAT e HESH). A blindagem para a flecha é a composta ou "chobham". Grande abraço!

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