MULHERES NO CONTROLE – Aviadoras da FAB

Enquanto nas Forças Armadas não for permitido a entrada de mulheres para exercerem a função de combatentes, restam a elas assumirem outras áreas. Na FAB, por exemplo, o número de aviadoras vêm crescendo. Agora, elas já podem ser pilotos de caça, da aviação de transporte e reabastecimento, etc. Então vamos conhecer duas dessas mulheres:

Primeiro Tenente, Fabrícia Liane Souza Aguiar Oliveira
A primeira aviadora da FAB foi a Primeiro Tenente Fabrícia Liane Souza Aguiar Oliveira. Em 2003 Fabrizia foi a primeira colocada na sua turma de Cadetes Aviadores da Academia da Força Aérea (AFA). Após a formatura serviu no 1º Esquadrão do 6º Grupo de Aviação (1º/6º GAV), em Recife até o ano de 2013, quando preferiu assumir uma vaga na Controladoria Geral da União, onde foi aprovada em concurso.

Infelizmente, o salário pago pelo CGU que é de R$ 12.960,00 iniciais, muito acima do soldo de um oficial da FAB, falou mais alto.  A evasão de pilotos vêm preocupando o Comando da FAB. O mais comum é a perda de pilotos para as companhias aéreas brasileiras e estrangeiras que pagam para seus pilotos salários a quantia que chegar facilmente a 8.600 Euros.



Primeiro Tenente Aviadora, Carla Alexandre Borges

Outra mulher que fez e faz história na FAB é a Primeiro Tenente Aviadora Carla Alexandre Borges. Diferente da Primeiro Tenente Fabrízia, que foi piloto de uma aeronave de reconhecimento, a aviadora Carla pertence a linha de frente das aeronaves de ataque do brasil. Ela pertence ao 1º/16º GAv – Esquadrão Adelphi, esquadrão onde ficam os A-1, mais conhecidos como AMX.  São aeronaves que têm como função atacar alvos em terra com bombas e outros armamentos. Os riscos nesse tipo de missão são muito grandes e a chance de morte é alta.
Pilotar uma aeronave de grande envergadura e com capacidade de reabastecer outras aeronaves em pleno voo REVO é a função da 1º Tenente Aviadora Adriana Gonçalves. O KC-137 (Boeing 707) que ela pilota é uma aeronave comercial convertida para uso militar, procedimento comum nesse tipo de aeronave. Os KC-137 pilotados pela Adriana, porém, são aeronaves antigas e devem ser modernizadas. A FAB recentemente fechou contrato com a Israel Aerospace Industries – IAI que deve converter dois Boeing 767-300ER da TAM para a função.

As aeronaves pilotadas pelas três aviadoras:
R-35 Gates Learjet / A-1 AMX / KC-137 reabastecendo F-5M

Graan Barros
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