DESTA VEZ EM HAIA, MORALES REINVIDICA SAÍDA PARA O MAR

O presidente Evo Morales informou que o processo que reivindica a saída para o mar perdida pela Bolívia para o Chile, durante a Guerra do Pacífico (1879-1883), já está “quase pronto”. O processo será enviado a Corte Internacional de Haia. Essa será mais uma tentativa na esfera diplomática para que a Bolívia consiga exportar suas mercadorias sem ter que depender da infraestrutura chilena utilizada atualmente. A Bolívia usa o porto chileno de Ilo e o porto peruano de Arica*. 
 
A Bolívia recentemente levou a dois fóruns internacionais a questão. Na reunião da Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), ocorrida no mês de junho de 2012 em Cochabamba na própria Bolívia e na 67ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque, não obtendo porém, o efeito desejado. Na Assembleia da ONU, Morales queixou-se do que ele chama de processo de “enclausuramento” de seu país e pediu para a comunidade internacional ajudar a reparar este “dano histórico”.  
 
O Chile na maioria da vezes apenas evoca o Tratado de 1904 que fixa o limite geográfico entre os dois países. Porém, em 2011, após a Bolívia levar o assunto a OEA, o Ministro da Defesa Chileno, Andrés Allamand reagiu da seguinte forma: “(O Chile) é um país que tem do seu lado todo o amparo do direito internacional e, por último, tem Forças Armadas prestigiadas, profissionais e preparadas, que estão em condições de defender os tratados internacionais e proteger adequadamente a soberania e a integridade territorial”. A declaração pode parecer grave, mas a solução ainda está na esfera diplomática e longe ainda de um conflito bélico.

Obs.: Se houvesse conflito armado entre os dois países a vantagem bélica dos Chilenos seria decisiva. As Forças Armadas Chilenas estão entre as mais bem armadas e treinadas da América do Sul. 
Graan Barros
 
 
*Presidentes do Peru e Bolívia: Alan Garcia e Evo Morales no porto de Ilo
Fonte: AP
 
 
Fonte: OEA, ONU, AnsaLatina
 
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