FAZ UM ANO, QUE O ARA SAN JUAN SUSPENDIA PARA SUA ÚLTIMA MISSÃO

Hoje, 26 de outubro, faz um ano que o submarino Ara San Juan (S42) suspendeu da sua base naval em Mar del Plata para o que seria a sua última missão para a Armada Argentina no oceano Atlântico. Sua última comunicação por rádio ocorreu no dia 15 de novembro. A bordo havia 43 oficiais e praças, entre eles, estava Eliana María Krawczyk, a primeira mulher a se tornar oficial e submarinista daquela marinha.

Para localizar o submarino foi formada um força tarefa internacional que envolveu, além da Armada Argentina, a Força Aérea  e a Marinha do Brasil, navios e aeronaves dos Estados Unidos e um navio da Rússia equipado com o mini submarino Pantera Plus. Ou seja, todos enviaram os meios mais modernos disponíveis, dedicados ao resgate de tripulações e submarinos sinistrados.



Mesmo com tanta tecnologia, todos o “contatos” localizados pelos sensores dos navios e aeronaves no fundo do mar não se confirmaram. Até certo ponto compreensível, pois há de se entender que a arma “submarino” foi projetada para ser furtiva, ou seja, para não ser localizada.

Até a Organização do Tratado de Interdição Completa de Ensaios Nucleares (CTBTO), que como o o próprio nome informa, tem por atividade principal monitorar atividades nucleares em todo o mundo através de boias, captou uma ‘anomalia hidroacústica’, curta e violenta, a cerca de 30 milhas que seria compatível com uma explosão. Mas nada foi encontrado.

Diante desse quadro, os países envolvidos nas buscas começaram, gradativamente, a se retirar da área, ficando hoje, a tarefa incumbida a uma empresa particular.

Abaixo, uma das imagens fornecidas pela Armada da Argentina da área de busca em 25/10/2018.

Por Graan Barros

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