ASSASSINATO BRUTAL DE JORNALISTA NA EMBAIXADA SAUDITA NA TURQUIA PROVOCA CONSTRANGIMENTO A GOVERNO DOS EUA

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O assassinato do jornalista do Washington Post, o saudita Jamal Khashoggi, causou grande constrangimento a Donald Trump e criou para a diplomacia norte-americana um incidente de difícil solução. Khashoggi era auto-exilado político e possuía visto para residir nos Estados Unidos da América (EUA) e trabalhar no Washington Post. Sua principal pauta era a crítica ferrenha a monarquia saudita liderada pelo rei Salman.

A Arábia Saudita, ao lado de Israel é o grande aliado dos EUA no Oriente Médio. O país, além de realizar compras bilionárias de armamentos, sempre manteve relações estreitas com diversos ex-presidentes americanos que investiram no mercado do petróleo. Atualmente, juntamente com Israel e EUA colaboram nos conflitos da Síria, Iêmem, além de possuírem um inimigo comum, o Irã. A Arábia Saudita é uma ditadura Wahabista e Salafista, que pode ser comparada ao Daesh (Estado Islâmico).



Trump dançando e cantando em cerimônial saudita

No momento que a notícia veio a público, Donald Trump afirmou que se Jamal Khashoggi foi realmente morto por agentes sauditas, haverá uma “punição severa”. Entretanto, o incidente acontece no momento em que o poder do príncipe herdeiro Mohamed bin Salman está crescendo dentro da Monarquia Saudita e os EUA precisam que o seu aliado esteja estável.

Nesse ano, Salman pôs em pratica uma série de mudanças sociais, com o objetivo de melhorar a imagem da Arábia Saudita no mundo. Entre essas mudanças, pela primeira vez, as mulheres foram autorizadas a dirigir. Entretanto, os avanços são tímidos e não representam um avanço real dentro da estrutura machista e repressora do reino saudita.

Prova disso, foi a perseguição brutal que o príncipe herdeiro promoveu contra os que se opunham ao seu acúmulo de poder. Salman ordenou a prisão de dezenas de membros do governo, supostamente, por corrupção, além de estar por trás de diversos assassinatos.

Ontem, finalmente, o príncipe Salman confirmou que o jornalista Jamal Khashoggi foi realmente morto e esquartejado dentro da embaixada do país na Turquia. O motivo para o ato repugnante não convenceu nem seu aliado. Os sauditas afirmam que Jamal Khashoggi teria se envolvido em uma briga logo que entrou na embaixada. O que se espera, porém, é que os Estados Unidos coloquem panos mornos e mantenham a postura “morde e assopra” pelo menos até o incidente cair no esquecimento.

Por Graan Barros

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