ANTES DE PASSAR A “NAU CAPITÂNIA” PARA O “ATLÂNTICO” O NDM “BAHIA” REALIZOU FAINAS EM ALTO-MAR

  • FB_IMG_1535476866887
  • amazonas

O editor Graan Barros cobriu a chegada do Porta-helicópteros Multipropósito (PHM) A-140 “Atlântico” ao Rio de Janeiro a partir do Navio-Doca Multipropósito (NDM) G-40 “Bahia”. Suspendemos da Base Naval do Rio de Janeiro por volta das 11 horas do dia 24 rumo ao alto mar ao encontro do “Atlântico”. No dia seguinte, o “Bahia” encabeçaria o desfile naval na orla do Rio de janeiro como mais nove navios, incluindo o PHM Atlântico que nesse momento passaria a frente da fila para assumir a condição de “Nau Capitânia”. Antes disso, porém, realizamos no dia 24 algumas fainas (tarefas realizadas em grupo) tipicamente marinheiras com dois navios da esquadra e um meio distrital, a seguir: Fragatas F-46 “Greenhalgh” e F-45 “União” e o Navio Patrulha P-120 “Amazonas”.

O exercício conhecido por “Light Line” adestra a tripulação a realizar transferência de carga leve entre os dois navios. O primeiro navio, o “Amazonas”, nunca havia realizado o exercício com o Bahia logo, deveria ser iniciado com mais cuidado, afirmou o imediato do navio. O “Amazonas” aproximou-se pelo bombordo do “Bahia” devagar ou “engatinhando” e só numa segunda passagem iniciou de fato a faina ou “andando”. Os dois navios ficaram a uma distância de 60 pés (+/-18, 8 metros), o que é uma distância muito pequena para navegação e realizaram o exercício com sucesso, transferindo uma carga leve através de um cabo do “Amazonas” para o navio recebedor: Bahia. As duas tripulações agora estão adestradas para operarem em conjunto com destreza.

A noite, por volta das 19:30h, começou o mesmo exercício, agora, realizado com as fragatas “Greenhalgh” e “União”. O exercício nestas condições torna-se mais difícil e perigoso e nós da imprensa especializada fomos advertidos para não mirar o flash das câmeras na direção do passadiço para evitar o cegamento momentâneo do timoneiro. Preferimos não usar de forma alguma o flash o que, infelizmente, inviabilizou as fotos, mas por curiosidade, filmamos por alguns instantes para mostrar o grau de dificuldade.

A “Greenhalgh” foi a primeira a se aproximar já “andando”, pois como escrevemos anteriormente, está fragata já havia realizado esse mesmo tipo de exercício com o “Bahia”. Para quem ama as fragatas Type 22 (Classe Greenhalgh no Brasil) é possível, mesmo a noite, reconhecer a sua aproximação sem ver a silhueta do navio. O som das quatro turbinas é inconfundível! São duas Rolls-Royce Tyne RM1C para velocidades de cruzeiro e duas Rolls-Royce Olympus TM3B de alto desempenho que geram 50.000 hp de potência. São as mesmas que equipavam o avião supersônico franco-britânico “Concorde”, e que podem manter o navio em 30 nós ou 56 km/h! O exercício foi concluído com sucesso.

Veja o vídeo da “light line” com o patrulha “Amazonas”

Por Graan Barros

a partir do NDM Bahia

Facebook Comments
Compartilhe