PUTIN: NOVOS ARMAMENTOS DA RÚSSIA MANTERÃO O PODER DA RÚSSIA POR DÉCADAS

  • Putin em reunião com líderes do setor de defesa e liderança do Ministério da Defesa no dia 16.05.2018

MOSCOU (Reuters) – As novas armas da Rússia, incluindo uma série de novos sistemas nucleares, garantirão a segurança do país nas próximas décadas, disse o presidente Vladimir Putin nesta terça-feira em uma reunião com altos chefes militares.

Falando em Sochi, Putin disse que os novos sistemas revelados neste ano aumentarão significativamente as capacidades militares da Rússia e “garantirão um equilíbrio estratégico por décadas”.

O líder russo apresentou uma série de novas armas nucleares em março que, segundo ele, não podem ser interceptadas. Eles incluem um novo míssil balístico intercontinental pesado; um míssil de cruzeiro de alcance global movido a energia nuclear; e um drone subaquático projetado para atacar instalações costeiras com uma arma nuclear pesada.



Putin disse na reunião de terça-feira que o desenvolvimento das armas continuará sendo uma alta prioridade.

Ele também mencionou outros sistemas de armas, incluindo o potencial sistema de defesa aérea S-500, que deve ser preciso e poderoso o suficiente para atingir alvos no espaço.

Putin disse que as forças nucleares estratégicas devem receber novos lotes de mísseis balísticos intercontinentais da Yars para substituir os antigos ICBMs da Topol. Também estão em andamento os modernizados bombardeiros Tu-160 e Tu-95, equipados com mísseis de cruzeiro de longo alcance e os novos submarinos nucleares da classe Borei armados com ICBMs.

A marinha, disse Putin, vai encomendar mais navios de guerra armados com mísseis de cruzeiro Kalibr que os militares testaram durante a guerra na Síria.

O presidente russo disse que o exército receberá uma série de novos veículos blindados, incluindo os novos tanques principais de batalha de Armata.

O Kremlin fez da modernização militar uma prioridade máxima, já que os laços entre a Rússia e o Ocidente despencaram para níveis mais baixos após a Guerra Fria sobre a crise ucraniana, a guerra na Síria e outras disputas.

Fonte: Reuters

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