DONALD TRUMP DIZ QUE OS EUA VÃO RETIRAR-SE DA SÍRIA “MUITO EM BREVE”

  • tropas americanas na síria

Entretanto, o Departamento de Estado diz que não está “ciente” de tal movimento

O presidente Donald Trump em mais uma declaração surpresa, afirmou que os EUA vão retirar suas tropas da Síria “muito em breve”. A declaração foi feita em um discurso na cidade de Ohio, quando Trump relatava as ações das tropas americanas e da coalizão, que segundo ele, tinham destruído a infraestrutura do grupo terrorista no Iraque e na Síria.

Estamos acabando com Isis. Nós sairemos da Síria, muito em breve”, disse o presidente. “Deixe as outras pessoas cuidarem disso agora. “Temos que voltar ao nosso país, onde nós pertencemos, onde queremos estar.” Porém, o porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, disse que “não sabia” sobre quaisquer planos para uma retirada das tropas.



No início do governo, o presidente Trump americano parecia indicar uma solução diferente para o conflito sírio. Chegou, a afirmar em uma entrevista ao Washington Post, em novembro de 2016, que os Estados Unidos deveriam se preocupar em destruir o Estado Islâmico, ao invés de tentar derrubar o presidente sírio, Bashar Al Assad.

Depois, mais inteirado das posições do Pentágono, optou por tomar medidas diferentes chegando a autorizar um ataque a uma base da força aérea síria com mísseis Tomahawk, motivado por um suposto ataque de armas químicas contra civis. O ex-chefe de Estado Rex Tillerson, antes de ser demitido de forma humilhante por Trump afirmou que a missão na Síria, por causa dos interesses do Irã e da Rússia na região.

Nos últimos meses, cresceu a tensão entre as tropas americanas e russas, principalmente na região Deirzzor, a leste do Rio Eufrates, que os Estados Unidos arbitrariamente, elegeram como área de atuação na Síria. Um confronto, até hoje mal explicado, entre forças do Exército Árabe da Síria combinado com elementos russos de um lado e o SDF apoiado e tropas dos EUA poderia ter terminado em um conflito sem precedentes entre a Rússia e os EUA.

Por Graan Barros

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