JAMES MATTIS REAFIRMA PARCERIA COM ARÁBIA SAUDITA

  • James N. Mattis, à direita, encontra-se com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman no Pentágono, 22 de março de 2018 baixa.

O secretário da Defesa, James N. Mattis, recebeu hoje, para uma reunião no Pentágono, o ministro da Defesa da Arábia Saudita, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. O príncipe também foi recebido esta semana pelo presidente Trump na Casa Branca em uma reunião bastante calorosa, diferente até mesmo da recepção dada a alguns chefes europeus. Em uma declaração divulgada para a imprensa, Mattis relatou que as conversas abordaram: “o ambiente de segurança no Oriente Médio, incluindo o enfrentamento de ameaças regionais por meio de um Conselho de Cooperação do Golfo.”

Iêmen



Entretanto, sabe-se que o assunto “Conflito no Iêmen” deve ter sido tratado, já que os Estados Unidos coopera com “apoio não combatente” a ditadura absolutista da Arábia Saudita contra a minoria xiita Houthi. Essa ações se materializam com o fornecimento de informações colhidos pelos serviços de inteligência americanos e com abastecimento em voo de aeronaves sauditas que realizam ataques contra as posições dos houthis no Iêmen.

A colaboração vem causando controvérsia até mesmo dentro dos Estados Unidos, pois ela não foi autorizada pelo congresso, sendo assim, considerada inconstitucional. O Secretário de Defesa, James Mattis chegou a pedir ao aos políticos que não interferissem, mas as posições de senadores como Sanders, Mike Lee e Chris Murphy, uma resolução votada agora poderia, pela primeira vez, “retirar as forças armadas dos EUA de uma guerra não autorizada”.

 

Aliança com Arábia Saudita e Israel

O Pentágono parece satisfeito com a parceria com os sauditas, que são o segundo país a comprar mais armamentos americanos, depois de Israel e a aliança com esses dois países que têm interesses em comum na região do Oriente Médio. Sabe-se que Israel troca informações com os Sauditas sobre o Iêmen e que já realizou, inclusive, bloqueios marítimos para interceptar carregamentos de armas que pudessem ser enviados aos rebeldes.

Por Graan Barros

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