SEGUNDO THE WALL STREET JOURNAL, BOEING QUE COMPRAR A EMBRAER

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Segundo o The Wall Streat Journal, a americana Boeing Co. está em conversações para comprar a Embraer SA, numa mudança que fortalecerá a Boeing no mercado de jatos regionais e ajudará na concorrência contra a Airbus.

O The Wall Streat Journal apurou, através de suas fontes, que o valor da negociação pode chegar a U$ 3,7 bilhões. As empresas já teriam levado o assunto ao governo brasileiro e só estariam aguardando a posição do mesmo, que pelas regras terá que levar o negócio antes a submissão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Aonde há fumaça, há fogo. Por diversas vezes, o interesse da gigante americana Boeing pela empresa brasileira foi levantado por órgãos da imprensa, mas sempre desmentidos. Entretanto, o alerta já havia sido dado quando o Vice-premier russo, Dmitry Rogozin esteve no Brasil em dezembro de 2014, e teve sua visita à empresa vetada. Porque uma empresa brasileira iria se negar a receber um político de uma nação que o Brasil mantem relações comerciais, políticas e diplomáticas plenas?

Afirmou Rogozin:

“Não há nenhuma dificuldade. Há apenas uma impressão muito estranha que a Embraer não quer expandir seus negócios. Nós iremos propor a produção conjunta de uma aeronave civil. A Embraer é, de fato, uma empresa norte-americana, entendemos isso. Mas ainda vamos tentar estabelecer-nos no mercado aeronáutico brasileiro.”

O  grande complicador de uma fusão deste tipo são os ativos de defesa desenvolvidos pela Embraer, como as aeronaves Super Tucano, KC-390 e o futuro caça Gripen E/F. Não existe país no mundo que tenha a percepção de deixar os seus ativos de defesa na mão de estrangeiros.

Por Graan Barros

 

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