CONFLITO ENTRE PALESTINOS E ISRAELENSES

  • Carros de combate israelenses avançam sobre as Colina de Golã
  • Conflito entre Palestinos e Israelenses

O interminável conflito entre Palestinos e Israelenses assumiu uma dimensão e complexidade nunca antes pensado, com a decisão dos Estados Unidos da América de pôr em prática uma decisão de seu Congresso de 1995: mudar a embaixada americana da capital comercial de Israel, TelAviv para Jerusalém Ocidental.

O status da cidade de Jerusalém, segundo a ONU deverá ser decidido por israelenses e palestinos. Jerusalém é uma cidade considerada santa para as três religiões monoteístas: o judaísmo, cristianismo e islamismo. É também uma das poucas cidades da Palestina que tem uma população majoritariamente judaica. Esse estatuto, de cidade dividida com Jerusalém Ocidental, administrada pelo Estado de Israel e Jerusalém Oriental, administrada pela Autoridade Palestina, foi quebrada após a Guerra dos Seis Dias, quando o governo israelense mandou suas forças armadas ocuparem a parte oriental da cidade.

TRUMP DISCURSO JERUSALÉM



Se Jerusalém foi fundada pelos Hebreus a 4.000 anos atrás, também temos que pensar que por 5 séculos foi administrada por árabes, deixando também um importante legado cultural e religioso, inclusive com centenas de mesquitas. A principal é a Al-Aqsa construída na área da Cidade Antiga, que os judeus chamam de Monte do Templo.

Pelo direito internacional, pensar que os judeus têm soberania sobre toda a Palestina por terem chegado antes dos Árabes não é satisfatório. Se isso fosse critério poderíamos ter que repensar a geografia de muitos países do mundo. Há que se levar em conta esses 5 séculos de administração árabe e os dados demográficos, que, aliás foram usados para a elaborar a partilha realiza pela ONU em 1948, que previa a criação do Estado Judeu e um Estado Palestino.

Se analisarmos os dados demográficos os israelenses perdem para os palestinos em número de habitantes. De acordo com o Senso Britânico da Palestina de 1931 existiam na região: 1.034.873 habitantes, sendo 759.717 árabes, 91.398 cristãos, 9.148 Drusos e 174.610 Judeus. Ou seja, os Judeus representavam 17% da população. Resultado das sucessivas diásporas.

A última cidade da Palestina a ser dominada pelos árabes foi Hebron no século VII, durante o califado de Omar ibn al-Khattab. No mesmo século, em 638, uma antiga igreja Bizantina onde ficava o túmulo de Abraão foi convertida em uma Mesquita conhecida pelo nome de  al-masjid al-Ibrãhim. Hebron ficou sob administração árabe até o 1099 (século XII) até ser conquistada pelos Cruzados.

Hoje, Hebron que faz parte da Cisjordânia e não pertence oficialmente a nenhum Estado, mas possui uma população majoritária de palestinos: 215.452 pessoas, de acordo com Censo de 2008. Os judeus que moram na cidade representam mais ou menos 0,4% da população. São 500 a 850 colonos judeus, todos assentados depois da Guerra do Seis Dias e um ato considerado ilegal.

Em julho desse ano, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) declarou a Cidade Velha de Hebron e o Túmulo dos Patriarcas, ambos na Cisjordânia, como Patrimônios Mundiais do Estado da Palestina, recebendo críticas de Israel e dos EUA.

Carros de combate israelenses avançam sobre as Colina de GolãLogicamente, a situação atual é fruto da não aceitação, por parte dos árabes, da partilha. Todos os ganhos com a criação de dois Estados foram perdidos nas guerras por eles organizadas. Destacamos a Guerra dos Seis na qual Israel impôs uma grande derrota aos seus inimigos. O Egito perdeu a Península do Sinai, que só foi devolvida em 1982, a Síria (foto ao lado) perdeu as Colinas de Golã, que continuam ocupadas até hoje e o futuro Estado Palestino tem Gaza ocupada pelas Forças de Israel. Já Cisjordânia é uma região oficialmente sem jurisdição de nenhum dos dois Estados.

Conflito entre Palestinos e Israelenses

Há também os grupos que insistem em lançar foguetes mirando áreas residenciais, o que pode ser facilmente entendido pela comunidade internacional como ato terrorista.

Em suma, o problema é de difícil solução ou mesmo insolúvel.

Por Graan Barros

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