O “SNORKEL” E OUTROS MASTROS DO SUBMARINO CLASSE TUPI

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Ainda não se sabe com certeza, mas muito provavelmente o acidente com o submarino ARA San Juan foi causado devido a um problema no processo de”snorkel”, quando se admite o ar da atmosfera para dentro do submarino, que além de renovar o ar respirável da tripulação é essencial para realizar a combustão dos motores. Infelizmente, nesse processo teria entrado água do mar para a seção de baterias.

Como dissemos, o processo é fundamental para a continuação da missão, porém, o mastro içado fará que o submarino se torne detectável, tanto por observação visual como por radares de uma aeronave de patrulha ou de um navio de escolta como uma corveta ou fragata.

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O problema é tão sério que a Marinha do Brasil através do IPqM, na década de 1990 desenvolveu um “material absorvedor de radiações eletromagnéticas” (MARE), ou para alguns, RAM, que foi utilizada para pintar os mastros dos submarinos classe Tupi e torna-los mais discretos. O material durante os testes foi responsável por reduzir a detecção do mastro do Tupi pelo radar Sea Spray 3000 de um helicóptero AH-11H Super Linx da Força Aeronaval. Quando não havia o MARE o submarino foi detectado a 6 milhas náuticas, mas quando foi pintado não houve a detecção para a mesma distância.

Na foto abaixo, observa-se os mastros de um submarino da classe Tupi (IKL 209-1400). Da direita para a esquerda o periscópio de navegação [1], o snorkel [2], a antena de comunicação /ESSM [3], o periscópio de ataque [4] e o radar de navegação. [5]

mastros com números

 

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