DEPOIS DE ASSAD, PRESIDENTE PUTIN SE ENCONTRA COM LÍDERES DO IRÃ E DA TURQUIA

  • ENCONTRO DE PUTIN COM HOURANI E ERDOGAN
  • ENCONTRO DE PUTIN COM ASSAD

Vladimir Putin também introduziu Bashar al-Assad a altos funcionários do Ministério da Defesa da Rússia e ao Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia que estavam em Sochi para participar de outra série de reuniões sobre construção militar e o Programa de Armamento do Estado.

A visita do presidente sírio, Bashar Al-Assad a Sochi, Rússia no dia 20 passado pode ser interpretado não somente como um momento de agradecimento a ajuda dada pelo governo russo e a Vladimir Putin no processo de estabilização da Síria.

O encontro com Assad, presidente legítimo da República da Síria, porém, foi só primeiro de vários encontros que o presidente Putin organizou, junto com sua diplomacia, como o objetivo de alinhavar uma aliança de países que estejam dispostos a fazer frente a aliança Arábia Saudita (Sunitas)-Israel-Estados Unidos.



ENCONTRO DE PUTIN COM ASSAD

No momento, o grupo inclui logicamente a Rússia, o Irã e Síria, mas, evidentemente a Rússia sabe que precisa contar com mais aliados fortes. A Síria hoje está com sua infraestrutura destruída pelos 6 anos de guerra e o Irã, apesar de ser uma economia dinâmica, recém saiu de um embargo severo promovido pelos EUA. Sabendo disso, o Kremlin busca aproximar a Turquia, que apesar de fazer parte da OTAN demostra claramente não estar satisfeita com sua situação atual dentro da organização liderada pelos EUA.

O segundo encontro ocorreu hoje, há poucas horas atrás com os  presidentes do Irã, o doutor Hassan Rouhani e presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan. Na oportunidade de fala dada pelo presidente russo, os dois líderes

Concordaram que a soberania da síria deve ser respeitada e ressaltaram a necessidade de avançar a área política. Putin lembrou da Resolução 2254 do Conselho de Segurança das Nações Unidas que prevê o lançamento de um amplo diálogo inter-sírio com a participação de todos os grupos étnicos, religiosos e religiosos.

A parte mais difícil de todo esse processo será trabalhar com os outros “atores” da região como o Iraque, Jordânia e principalmente, os já citados Estados Unidos, o Egito, a Arábia Saudita. Putin, apesar do enorme muro que separa esses dois grupos de países os chamou de parceiros.

Pelo menos há chefes de Estado que ainda sabem usar a linguagem da diplomacia em tempos de Trump e Rodrigo Duterte.

Fotos: Divulgação do Kremlin

Por Graan Barros

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