FORÇA AÉREA DE ISRAEL ATACA EXÉRCITO DA SÍRIA

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O Exército da Síria afirmou que a Força Aérea de Israel realizou um ataque contra uma unidade militar do país. Além dos danos materiais, as autoridades afirmaram que o ataque matou dois dos seus militares. Tecnicamente, os dois países ainda estão em guerra desde 1967.

As aeronaves israelenses invadiram o espaço aéreo do Líbano para atacar o território sírio às 2:42 da manhã para efetuar os tiros de mísseis contra a unidade militar que fica perto de Masyaf. Segundo o comunicado liberado pelo Exército da Síria: “Esta agressão é uma tentativa desesperada de aumentar o moral colapsado do DAESH (Estado Islâmico) devido à sua derrota em várias frentes”

A agência de notícias síria SANA, até o momento, não publicou uma linha sequer em seu site na internet sobre o ataque israelense. Somente a Al Jazzera da Jordânia e o Al Madar do Líbano o fizeram. Do lado Israelense, apesar de não ter havido nenhuma nota oficial, extra-oficialmente, a motivação foi a de enfraquecer a aliança entre o Hezbollah, que a tem colaborado com o governo Assad, e o Irã.



Israel, diferente dos que muitos pensam, é um importante ator no conflito sírio. Seu principal interesse é de manter as Colinas de Golã, território sírio invadido durante a Guerra dos Seis Dias em 1967. Mesmo realizando diversas ações militares durante os últimos anos, somente em 2017, a grande imprensa israelense e americana abordaram de forma mais contundente o assunto:

O “The Jerusalem Post”, citando o jornal americano “The Wall Street Journal” afirmou que os israelenses têm fornecido, não apenas ajuda humanitária, mas armas, suporte técnico e dinheiro para os rebeldes anti-Assad que atuam ao sul da Síria.

Em abril desse ano o mesmo jornal israelense afirmou que: “o exército (de Israel) atingiu posições na Síria no fim de semana depois que projéteis atingiram as colinas do Golã, o fogo era aparentemente errante da luta na Síria”. Ou seja, disparos não intencionais caíram durante o confronto de Exército da Síria e rebeldes, mas mesmo assim foram retaliados, em uma ação sem propósito.

Os ataques de hoje, também coincidem com o recentes relatórios que afirmam que a Síria teria feito o uso de armas químicas recentemente, apesar de a “Organização para a proibição de armas químicas (OPAQ)” ter atestado em 2014, que o país estava livre de tais armas. Estrategicamente, então, o uso de armas químicas pelas forças sírias seriam um tiro no pé, pela pressão externa que o governo Assad vinha e vem sofrendo.

Por Graan Barros

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