EDITORIAL DE JORNAL CHINÊS DEIXA CLARO QUE PEQUIM PROTEGERÁ OS SEUS INTERESSES NA PENÍNSULA COREANA

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O jornal chinês Global Times em seu editorial publicado no dia 10 de agosto, analisa o atual status do conflito entre os Estados Unidos e a Coréia do Norte. Segundo o jornal, os dois lados se utilizam de uma retórica cada vez mais ameaçadora, inclusive, revelando seus planos de ataque. Washington afirmou que usará os seus bombardeiros estratégicos B1-B para atacar os lançadores móveis de mísseis balísticos intercontinentais e possíveis silos (já se cogita que os norte-coreanos os possuam) e Pyongyang revelou que tem um plano de ataque contra as bases no arquipélago americano de Guam, no oceano Pacífico, mas que ainda deverá passar pelo crivo de Kim Jong-Un.

A maioria dos analistas consideram tais ameaças como pura retórica, pois pela primeira vez, os dois lados envolvidos no conflito possuem artefatos nucleares. Imaginem, que centenas de milhares de pessoas morreriam imediatamente e outros milhares carregariam sequelas terríveis pelo resto da vida, se o conflito se iniciasse. Sem esquecer da radiação, que poderia se espalhar por toda a Península Coreana e dependendo dos ventos, poderia atingir os países vizinhos. Os efeitos desse “Day After” podem ser pesados demais para serem suportados por qualquer líder que autorize um ataque, seja ele Trump ou qualquer outro.

O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov afirmou essa semana que o lado mais poderoso e inteligente é quem deve impedir que a guerra ocorra. Lavrov certamente estava falando dos Estados Unidos, com todo o seu poderio militar, analistas militares e experiência adquirida nas dezenas de conflitos que participou no século XX e XXI. Entretanto, nesse editorial do jornal “Global Times” que estamos comentando, a China sintetizou na frase abaixo, de que lado ficará no caso de estourar uma guerra.



“A China deixa claro que se a Coréia do Norte lançar primeiro, mísseis que ameaçam o solo dos EUA e os EUA retaliarem, a China permanecerá neutra. Porém, se os EUA e a Coreia do Sul realizarem ataques tentando derrubar o regime norte-coreano (…), a China os impedirá de fazê-lo.”

A postura da China demonstra que como qualquer outra potência, protegerá os seus interesses econômicos e estratégicos na região, entre eles inclui-se, logicamente, a integridade territorial do seu aliado, Coreia do Norte. Os conhecidos ataques preventivos dos norte-americanos não serão mais tolerados pela mais nova superpotência mundial, a China!

Por Graan Barros

 

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