REABERTURA DA EMBAIXADA DE ISRAEL NO EGITO AJUDARÁ A TRAZER PAZ AO ORIENTE MÉDIO?

 
Depois de quatro anos fechada, a embaixada de Israel no Egito foi reaberta na última quinta-feira (10). [1] O motivo do fechamento foram os violentos protestos promovidos pela Irmandade Muçulmana que varreram o Egito em 2011. Na ocasião, os manifestantes conseguiram subir o muro da embaixada, localizada na capital, Cairo[2]
 
Manifestantes invadindo
a embaixada israelense em 2011

O incidente arrefeceu  momentaneamente as relações entre os dois países que já travaram várias guerras no passado, mas que desde 1979 tem um acordo de paz em vigor. Mas, tirando o incidente de 2011 as relações podem ser consideradas amigáveis e producentes. A mesma postura é seguida pela Arábia Saudita, que também vem se aproximado de Israel, como bem poderá constatar o leitor lendo matérias mais antigas desse blog (ver aqui).

 
O terrorismo é um problema comum aos dois países e o combate tem sido intermitente. No início desse ano as forças armadas egípcias deflagraram uma operação antiterror (ver aqui) contra o grupo Hamas, que se fosse protagonizada pelo Estado de Israel, certamente teria recebido inúmeras críticas internacionais, principalmente dos governos da União Europeia e de grupos que apoiam a criação do Estado da Palestina.
 
Na operação, as forças egípcias usaram a tática de terra arrasada: destruíram no seu lado da Faixa de Gaza, cerca de 800 casas, apagando do mapa vários bairros. Para quem não sabe, os terroristas constroem a entrada dos tuneis dentro das casas por dois motivos: o primeiro é de tornar os tuneis invisíveis para as missões de reconhecimento e o segundo é criar constrangimento para o governo, pois para destruir o túnel terá também que destruir a casa.

Comércio e turismo
 
Com a reabertura da embaixada, espera-se que as relações comerciais entre os dois países cresça. O primeiro acordo comercial foi assinado em 2004, quase vinte e seis anos após o acordo de paz. Os Estados Unidos também participaram, mas como mercado consumidor, permitindo a entrada dos produtos “made in egypt” no mercado americano. A condição seria que os produtos saíssem das fábricas com 11,7% de componentes de origem israelense.[2][3]
 
Turismo
 
Uma boa parcela de turistas que frequentam o egito é de israelenses que procuram as praias localizadas em diversas balneários como a praia de “Dahab” e as de “Sharm El Sheikh”, que por acaso tem a sua infraestrutura constrída pelos israelenses. O medo do terrorismo, entretanto, impede o crescimento do turismo. [4]
 
A atual fase das relações entre o Egito e Israel pode pode ser resumida nas palavras de um dos presentes:  “Sob a liderança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e do presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sisi, conseguimos afastar as ameaças, e estamos trabalhando em conjunto em prol da estabilidade e da prosperidade no Médio Oriente. 
 
Por  Graan Barros
 
Fontes de pesquisa:
 
[1]http://worldisraelnews.com/israel-reopens-embassy-in-egypt-after-four-years/
 
http://edition.cnn.com/2015/09/09/world/israel-re-opens-embassy-in-egypt/index.html
 
[2]http://www.anba.com.br/noticia/7419558/corrente-comercial/egito-eua-e-israel-assinam-acordo-comercial/?indice=260
 
[3]http://www.ufrgs.br/nerint/folder/artigos/artigo1085.pdf
 
[4]https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://www.al-monitor.com/pulse/originals/2015/06/egypt-tourism-growth-sinai-security.html&prev=search
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