DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS – Aquecimento Global

Nos últimos anos vemos uma movimentação de países do 1º mundo em garantir o fornecimento de petróleo e gás. Guerras violentas no Oriente Médio foram travadas, deixando um saldo de milhares de vítimas civis. Recentemente, a Rússia realizou gigantescas manobras militares sobre o Oceano Ártico empregando os seus mais avançados armamentos convencionais. 

É a região do Ártico que vem ganhando importância pelas recentes descobertas de petróleo, gás e vários minérios. Logicamente, os países do Ártico iniciaram uma corrida para se apossar desses recursos, entre eles, além da já citada Rússia, aparece também os EUA. Washington tem demonstrado enorme interesse na região onde possui um território, o Alasca. Como é natural dos EUA eles já estão providenciando recursos militares para salvaguardar seus interesses. 
No outro extremo do planeta, ao sul da Argentina, vemos a Inglaterra tentando manter as Ilhas Malvinas sobre seu poder. A descoberta de petróleo próximo as Ilhas é mais uma vez o interesse principal, já que outro motivo não teria. A Inglaterra fica a milhares de quilômetros do arquipélago e seria dispendioso demais guarnecer um arquipélago onde não houvesse nenhum recurso a ser explorado. Em suma, são os países ricos em busca de novos recursos energéticos. Pois como se sabe, não há desenvolvimento sem energia.
No outro lado da moeda estão os países pobres, mas que possuem recursos energéticos como petróleo e gás em abundância. Não possuindo arsenais nucleares ou mesmo convencionais modernos como os EUA e Rússia, esses países vêm sofrendo grande pressão externa, vinda principalmente de ONGs estrangeiras. 

Na Rio +10, por exemplo, os países pobres foram recomendados a não subsidiar combustíveis fósseis. Ora, o Brasil descobriu recentemente grande quantidade de petróleo na região do Pré-sal. Seria lógico então abrir mão dos milhões de dólares oriundos da prospecção e acabar com milhares de empregos gerados pela atividade petrolífera para simplesmente atender preceitos ecológicos duvidosos? (ver Lovelock) Para se respaldar, essas ONGs que estranhamente recebem verbas de Governos, abraçaram a Teoria de Gaia.

James Lovelock, criador da teoria do aquecimento global

A teoria culpa a queima de combustíveis fósseis (petróleo), como sendo o principal causador do aquecimento global registrado no último século. Entretanto, essa posição capitaneada por um grupo de cientistas chamados “aquecimentistas” vem sendo posta em xeque. O modelo apresentado por eles não tem acontecido na prática, isto é, as previsões catastróficas como aumento do nível dos oceanos e outros eventos não estão acontecendo como o esperado.

Quais as conclusões que podemos chegar sobre essas posições tão antagônicas. A Comunidade internacional vem impondo políticas “ambientais” drásticas que não podem ser seguidas pelos países pobres por motivos óbvios. Os países pobres e emergentes ainda procuram resolver problemas básicos que a Europa já resolveu há séculos. Devem preocupar-se principalmente em desenvolver suas economias, investindo na indústria e na agropecuária. Certamente vão poluir mais que antes, mas o que deve nortear suas políticas é a erradicação da miséria e pobreza. 

Nenhum país rico ou ONG tem o direito moral para fazer qualquer ingerência sobre a utilização desse ou daquele recurso natural, principalmente se for o recurso principal desse país. Se os mais ricos não querem pagar a conta por décadas do mau uso dos seus recursos naturais, certamente não seremos nós que o faremos. Ainda mais a custa do nosso desenvolvimento.
Graan Barros
Facebook Comments


Compartilhe