POR QUE A MARINHA DO BRASIL PRECISA DE NOVAS ESCOLTAS?

A Marinha do Brasil vai adquiris novas Escoltas dentro um processo chamado ProSuper que também visa adquirir Navio de Apoio. Para que o leitor entenda os motivos de compras tão e vultosas e caras, vamos analisar alguns pontos. Comecemos pela idade das nossas escoltas. Todos esses meios já atingiram o período máximo de vida útil que em média é de 30-40 anos.

Escoltas são os navios que dentro de uma Força-Tarefa,tem a finalidade de proteger os navios capitais ou navios de maior valor.  Um navio capital pode ser um Porta-Aviões, um Navio-Tanque ou mesmo um Navio de Desembarque de Carros de Combate. Todos esses tipos de navios possuem apenas armamento básico de autodefesa necessitando assim, serem escoltados por navios especialmente projetados para esse fim.

Na Marinha do Brasil os navios que executam essa tarefa são as Corvetas e as Fragatas. Dentro desses dois meios, as Fragatas da Classe Niterói que entraram em serviço na década de 1970, são os meios  mais capazes. Em número de 5 navios, essa classe passou por uma modernização de meia-vida em 2005. Entre os diversos recursos substituídos, buscou-se aumentar principalmente a capacidade antiaérea. Os já obsoletos mísseis Sea Cat foram substituídos pelo Sistema Albatroz-Aspide com maior alcance.

Entretanto, no século XXI os  mísseis antinavais podem ser lançados de distâncias cada vez maiores – o AGM-84 Harpoon, por exemplo, atinge alvos a 150 KM. Com isso, a capacidade antiaérea tornou-se novamente o ponto central na escolha das novas Fragatas. Sabendo que na guerra moderna a defesa aérea é dividida em 4 camadas, concluímos que as Escoltas que o Brasil dispõe, só podem defender-se em apenas duas delas.

Mesmo com os mísseis Aspide a Marinha do Brasil é capaz apenas de proteger a chamada Área Interna, que abrange 45 Km em volta da Força-Tarefa. Exemplificando: se um míssil inimigo for lançado no perímetro de 240 Km contra a Força-Tarefa ele será detectado e acompanhado pelo radar da Escolta, mas só poderá ser engajado quando este, chegar ao alcance dos nossos mísseis Aspide (algo em torno de 20 Km). Se os mísseis Aspide não conseguirem abater os alvos só restará uma última tentativa: os canhões Trinity Bofors antiaéreos que possuem um alcance de 10 Km.

Graan Barros
Veja um vídeo com a concorrente com maiores chances: a Fragata Fremm de origem francesa
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2 Resultados

  1. Graan Barros disse:

    Anônimo (qual o seu nome?),
    Realmente, os mísseis Aspide substituíram os Sea Cat e não os Sea Skua nas Fragatas da Classe Niterói. Já corrigi e desculpe pela troca. Sobre o ProSuper em momento algum afirmo que o Programa visa substituir todos os navios de apoio ou somente escoltas, mas adquirir escoltas (no caso Fragatas) e navio de apoio (passei para o singular). Na próxima vez tentarei ser mais específico. Existe ainda o ProAnf para a aquisição de Navios de Propósitos Múltiplos e o programa CV de construção de novas corvetas derivadas da Barroso.
    Sobre a capacidade dos Aspide creio que não existem mísseis Antiaeronave ou mísseis Antimísseis, mas sistemas de defesa antiaéreos criados para uma gama diversificada de ameaças entre elas mísseis e aeronaves hostis.
    Agradeço pela sua contribuição e volte a fazer críticas e sugestões! Um grande abraço!

  2. Anônimo disse:

    Caríssimo, seu texto é interessante, mas faz-se necessário corrigir alguns pontos. O Programa PROSUPER da Marinha do Brasil visa a substituir meios de superfície, incluído nesse programa a aquisição de 5 navios escoltas de 6000 toneladas, um navio de apoio logístico e 5 navios-patrulha de 1800 toneladas, e não um plano para substituir todos os navios de apoio, ou aquisição somente de escoltas.
    A capacidadde de lançamento de mísseis Aspide existente hoje nas fragatas classe Niterói, substituiu os sistemas Seacat, e não Sea Skua, sendo estes ainda em uso pela Marinha do Brasil porém operados a partir de helicópteros.
    O missil Aspide é uma arma anti-aérea, para ser usada contra aeronaves e não contra mísseis eventualmente lançados sobre nossas Forças.
    Os canhões Trinity Bofors instalados a bordo das fragatas classe Niterói e corveta Barroso são multiuso, de tiro rápido, podendo portanto ser usado contra outros navios, aviões e mísseis.