A CIÊNCIA ERRA?


Estamos vivendo a Rio+20, evento onde delegações e chefes de estado de todo o mundo se reúnem para discutir e buscar consenso sobre questões relacionadas ao meio ambiente. Um dos assuntos tratados, e que tem trazido certa polêmica, é o tema do Aquecimento global.

Há anos que ouvimos a posição de alguns ambientalistas e principalmente climatologistas dizendo que, por causa do processo de industrialização o homem vem acelerando um processo de aquecimento sem precedentes na história do planeta. O maior culpado seria a queima de combustíveis fósseis como o petróleo. Essa queima levaria toneladas de gás carbônico a atmosfera ocasionando a retenção do calor que em condições normais se perderia na atmosfera.



Para evitar que esse processo continue e transforme o planeta em um lugar inabitável, onde até os polos descongelariam em um processo irreversível, alguns cientistas americanos e europeus resolveram alertar ao mundo sobre essa catástrofe iminente.

O principal desses cientistas foi o climatologista James Ephraim Lovelock que foi colocado como guru desse movimento. Seus modelos climatológicos chegaram a ser usados como referência para uma produção do cinema americano – O dia depois de amanhã. Em uma das cenas mais conhecidas do filme, a Estátua da Liberdade é engolida por um colossal Tsunami. Não só esse filme, mas o documentário premiado, “Uma verdade inconveniente”, colocaram a tese do aquecimento global como verdade absoluta.

Entretanto, após tantos anos de hegemonia da chamada, corrente aquecimentista, os cientistas chamados céticos que não concordavam com esse modelo climatológico e por isso mesmo vinham sendo mantidos a margem dos grandes debates internacionais, conseguiram finalmente expor suas pesquisas a grande mídia.

Para isso acontecer foi necessário que chegasse a tona a fraude protagonizada pelo cientista Phil Jones. O cientista simplesmente apagou todas as amostras que poderiam desacreditar a teoria de aquecimento global provocado pelo homem. O incidente ficou conhecido como Climate Gate em alusão ao Water Gate.

Porém, o principal revés ao grupo de cientistas aquecimentistas veio do seu principal membro e mentor, o climatologista James Lovelock. Há alguns meses Lovelock, voltou atrás em suas conclusões e disse que pode haver muitos enganos em suas pesquisas.

Diante desses fatos podemos imaginar que há algo oculto na maneira como algumas teorias passam a serem consideradas verdades absolutas pela comunidade científica. Ou qual o interesse de manter uma teoria que prediz acontecimentos que não se cumprem.

O que é divulgado como crescimento sustentado pode na verdade, ser um freio no desenvolvimento da economias dos países pobres retardando o crescimento. Nessa disputa entre essas correntes de pensamento tão opostas fica a pergunta: A ciência nunca erra? Se ela erra, pelo menos tem se esquecido de pedir desculpas.

Graan Barros
Facebook Comments


Compartilhe